Fora da agenda oficial, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), dedicou a terça-feira (21) a uma maratona de encontros com dirigentes partidários para fortalecer o palanque de sua candidatura à reeleição. Segundo apurações de bastidores, a federação PSDB-Cidadania acertou apoio ao chefe do Executivo paulista e deve formalizar a decisão nos próximos dias.
Com a adesão tucana, a coalizão que sustenta o projeto de permanência de Tarcísio no Palácio dos Bandeirantes passa a contar com dez legendas. A movimentação encerra uma negociação que se arrastava havia meses. O governador chegou a conversar com o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, mas as tratativas esfriaram quando surgiu a possibilidade de o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, disputar o governo estadual. Mesmo assim, interlocutores próximos ao governador mantiveram a estratégia de reduzir o número de candidaturas no campo de centro-direita, avaliando que isso ampliaria as chances de vitória ainda no primeiro turno.
Também na terça, Tarcísio recebeu representantes do Podemos e do Avante. O Podemos já havia sinalizado informalmente que caminhará com o governador e deve oficializar a decisão em breve, enquanto o Avante divulgou manifestação de apoio em suas redes sociais logo após o encontro.
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Na contabilidade da equipe política de Tarcísio estão, além dos recém-chegados, o MDB – que tem como principal articulador o prefeito da capital, Ricardo Nunes –, o PL, a federação União Progressista (União Brasil e PP), o PSD comandado por Gilberto Kassab e a federação formada por Solidariedade e PRD. No caso do PSD, circulou convite para que o governador participe da convenção estadual da legenda, gesto visto como sinal público da aproximação.
O Solidariedade passou recentemente por especulações de candidatura própria do presidente nacional da sigla, Paulinho da Força. Interlocutores de Tarcísio descartam a hipótese, atribuindo o boato a setores ligados ao pré-candidato Fernando Haddad (PT) que buscariam ampliar o número de nomes na disputa. Dentro do Solidariedade, fontes confirmam que o tema foi debatido, enquanto auxiliares de Haddad afirmam não ter conhecimento sobre qualquer tentativa de lançar o dirigente.
As conversas integram um calendário de cerca de 15 dias reservado pelo governador exclusivamente para definições de campanha. A menos de um mês do início oficial do período eleitoral, a equipe trabalha para concluir alianças, ajustar a distribuição de tempo de televisão e consolidar palanques regionais, apostando que a largada com base multipartidária forte possa influenciar eleitores indecisos nas primeiras pesquisas de intenção de voto.
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