Acaba nesta sexta (02/10) o prazo para candidatos contratarem anúncios em jornais, revistas e tabloides, incluindo edições digitais. Cada candidato pode ter até 10 inserções por veículo ao longo da campanha.
Termina HOJE, sexta-feira (02/10), o prazo para candidatas e candidatos veicularem propaganda eleitoral paga em jornais, revistas e tabloides, assim como para publicar na internet as versões digitais dessas edições impressas. A regra está prevista na legislação que norteia a campanha de 2026 e funciona como uma das últimas janelas para que os concorrentes reforcem mensagens e propostas diretamente ao eleitorado por meio da mídia impressa.
O texto legal determina que cada postulante pode contratar, no máximo, dez anúncios em um mesmo veículo de comunicação ao longo de toda a corrida eleitoral, contanto que esses anúncios saiam em datas diferentes. Também há limitação de espaço: nos jornais, a peça não pode ultrapassar um oitavo de página; em revistas e tabloides, o teto é um quarto de página. Qualquer reprodução on-line dessas matérias deve respeitar o mesmo prazo que se encerra nesta sexta.
A contagem regressiva não se aplica apenas ao material impresso. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), outras formas de mobilização continuam autorizadas até as 22h de sábado (3), véspera do primeiro turno. Dentro desse período, ainda estão liberadas a distribuição de panfletos, folhetos e outros materiais gráficos, além de caminhadas, carreatas e passeatas, com ou sem acompanhamento de carro de som.
O uso de alto-falantes e amplificadores de som segue a mesma lógica: permitido até as 22h de sábado, mas totalmente proibido a partir da zero hora de domingo (04/10), dia da votação. A legislação veda, no dia do pleito, comícios, carreatas, circulação de carros de som, showmícios e qualquer tipo de propaganda de boca de urna.
Caso haja descumprimento, a norma eleitoral prevê multas e pode até levar à cassação de candidaturas, dependendo da gravidade. A fiscalização cabe à Justiça Eleitoral, que mantém plantões nos tribunais regionais e zonas eleitorais para receber denúncias, orientar eleitores e aplicar eventuais sanções.
Com a aproximação do primeiro turno, o calendário se torna cada vez mais apertado, e as campanhas concentram esforços nas poucas ferramentas ainda liberadas. No domingo, os eleitores de todo o país vão às urnas para escolher representantes nos níveis federal, estadual e municipal, inaugurando a fase decisiva de uma disputa que, até aqui, precisou equilibrar criatividade, regras de financiamento e rígidos limites de tempo.
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