Um terremoto de magnitude 5,1 sacudiu a região andina do Peru na noite de sábado, às 21h24 no horário local (23h24 em Brasília), provocando a morte de cinco pessoas e ferimentos em outras 21. A informação foi confirmada pelo Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci) neste domingo, 19/07.
De acordo com o Instituto Geofísico do Peru (IGP), o epicentro foi localizado no distrito de Chongos Bajo, a cerca de 300 quilômetros a leste de Lima, na região de Junín, a uma profundidade de 24 quilômetros. Especialistas explicam que a combinação de baixa profundidade do tremor e construções vulneráveis, feitas de adobe e quincha, potencializou os danos.
“O que temos até agora são 5 mortos e 21 feridos que já foram validados pelo Ministério da Saúde”, detalhou o chefe do Indeci, general Luis Vásquez.
Equipes de resgate relataram que 48 moradias foram completamente destruídas e cerca de 300 pessoas ficaram desabrigadas. Barracas, cobertores e alimentos estão sendo distribuídos pelo governo regional para atender a demanda emergencial. Muitas famílias passaram a madrugada em abrigos improvisados, temendo novas réplicas.
O presidente peruano, José María Balcázar, destacou que a resposta oficial foi imediata, envolvendo órgãos de proteção civil, forças armadas e o Ministério da Saúde.
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“Enviamos ajuda humanitária e coordenamos com autoridades locais para oferecer assistência urgente às famílias afetadas”, afirmou o presidente em entrevista à Rádio Nacional.
O chefe do IGP, Hernando Tavera, atribuiu o abalo sísmico à reativação da falha tectônica Altos del Mantaro, situada próxima à cidade de Chupaca, também em Junín.
“Qualquer evento sísmico que ocorra próximo a essa falha vai produzir altos níveis de tremor do solo”, explicou Tavera, acrescentando que o órgão já registrou 12 réplicas, a maioria de baixa magnitude.
Com 34 milhões de habitantes distribuídos em regiões costeiras e montanhosas, o Peru está inserido no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, arco sísmico que concentra grande parte da atividade tectônica mundial. Somente no país, ocorrem em média 400 terremotos de magnitude igual ou superior a 4,0 por ano, sendo que aproximadamente um quarto é sentido pela população.
Autoridades alertam para a importância de reforçar estruturas em áreas de risco, sobretudo onde predominam construções de materiais frágeis. Organizações de defesa civil continuam monitorando a situação e orientam moradores a permanecer atentos às instruções de segurança, já que réplicas ainda podem ocorrer.
O Ministério da Saúde deslocou equipes médicas e ambulâncias para hospitais de Huancayo, capital regional, e para unidades de atenção primária em distritos vizinhos, garantindo atendimento a feridos leves e graves. Boletins atualizados serão divulgados nas próximas horas, conforme novos levantamentos de danos humanos, materiais e necessidades logísticas.
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