O ministro Dias Toffoli revogou nesta quarta a suspensão que impedia a veiculação on-line do candidato do DEM. Na segunda, ele havia bloqueado a publicidade após a equipe informar oito perfis 17 dias após o pedido de registro.
O ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), liberou nesta quarta-feira, 2 de setembro, a veiculação de conteúdo eleitoral de Wilson Grassi (Democrata) nas redes sociais. A decisão revoga a ordem expedida dois dias antes, quando o magistrado havia determinado a suspensão temporária da campanha digital do presidenciável.
Na segunda-feira anterior, Toffoli interrompeu a publicidade on-line após constatar que a equipe de Grassi comunicou à Justiça Eleitoral a existência de oito perfis em plataformas digitais somente 17 dias depois de formalizar o pedido de registro de candidatura. A legislação eleitoral obriga partidos, coligações e candidatos a listar, no momento do protocolo de registro, todos os endereços eletrônicos — sites, blogs e páginas em redes sociais — que serão empregados na estratégia de comunicação com o eleitorado.
Segundo as normas em vigor, a partir dessa sinalização, as operadoras de redes sociais ficam proibidas de utilizar algoritmos de recomendação para impulsionar os canais oficiais dos concorrentes ao Palácio do Planalto. O objetivo é evitar eventual vantagem competitiva decorrente de mecanismos automáticos de sugestão de conteúdo. Quando faltam dados, a Corte pode ordenar a interrupção imediata das postagens, como ocorreu no início da semana.
Após receber explicações complementares, o relator reconsiderou sua própria determinação. A defesa de Grassi esclareceu que os perfis suplementares funcionam por meio de um sistema de espelhamento entre Facebook e Instagram, recurso que replica publicações para ampliar o alcance das mensagens políticas. No despacho, Toffoli reconheceu que as informações prestadas são suficientes para restabelecer a regularidade da propaganda digital.
“Qualquer dos perfis espelhados, que não tenha devidamente sido excluído dos sistemas de recomendação, permite que conteúdos eleitorais escapem dos filtros de cada plataforma”
Com a liberação, o candidato volta a receber repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), retomando parte dos recursos que sustentam seu plano de mídia. Ele também passa a ter sinal verde para comparecer a debates televisionados, entrevistas em rádio e podcasts voltados ao pleito de 2026. A campanha ressalta que seguirá atualizando a Justiça sobre quaisquer ajustes em seus canais oficiais, a fim de evitar novas sanções e assegurar igualdade de condições entre os postulantes ao cargo máximo do Executivo.
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