A alegria que tomou conta da Cidade do México na madrugada desta quarta-feira (01/07) terminou em luto. A Secretaria de Saúde da capital confirmou que uma jovem de 19 anos e um homem de 44 anos morreram por asfixia durante as comemorações que tomaram as principais avenidas da metrópole depois da vitória do México por 2 a 0 sobre o Equador, resultado que garantiu a equipe nas oitavas de final da Copa do Mundo.
O triunfo, obtido na noite de terça-feira (30/06) no Estádio Azteca, quebrou um jejum de quatro décadas sem vitórias em partidas eliminatórias de Copa, desencadeando um fluxo humano estimado em mais de um milhão de torcedores. Grande parte desse público se concentrou no tradicional ponto de encontro do ‘Ángel de la Independencia’, no Paseo de la Reforma, onde fogos de artifício, buzinaços e cânticos criaram um clima de êxtase poucas vezes visto na capital mexicana.
Segundo as autoridades, a intensa aglomeração e a pressão da multidão formaram corredores improvisados, dificultando a circulação de ambulâncias e viaturas. As vítimas teriam sido socorridas ainda na via pública, mas não resistiram à parada cardiorrespiratória provocada pela falta de oxigenação.
“As equipes de emergência chegaram rapidamente e fizeram o máximo para salvar as pessoas, mas infelizmente dois óbitos foram confirmados”, lamentou a prefeita da Cidade do México, Clara Brugada.
Além dos dois casos fatais, foram contabilizados dezenas de atendimentos por desmaio, torções e pequenos traumas, de acordo com balanço preliminar da própria Secretaria de Saúde. Fontes policiais afirmaram que investigações internas vão apurar se houve falhas no planejamento de segurança e na distribuição de rotas de fuga para o público.
Veículos de imprensa locais chegaram a mencionar uma terceira morte, informação que, até a manhã de hoje, não foi confirmada oficialmente. A procuradoria da capital informou que acompanha a checagem de óbitos em hospitais próximos.
Torcedores que estavam no ‘Ángel’ relataram que o mar de gente começou a se comprimir logo após o fim do jogo, quando carros de som tentavam abrir caminho pelas ruas estreitas. Vendedores ambulantes, gradis improvisados e postes de iluminação dificultaram ainda mais a dispersão.
“Nunca tinha visto tanta gente no mesmo lugar. A cada passo parecia faltar ar”, contou o estudante Javier Ramírez, de 22 anos, que escapou com escoriações leves.
Apesar do choque, o sentimento predominante entre os presentes segue sendo de orgulho pela seleção. Autoridades reforçam que novos protocolos de segurança deverão ser adotados em festas populares de grande porte para evitar tragédias como a registrada nesta madrugada.
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