Um novo abalo sísmico de magnitude 4,6 na escala Richter foi registrado HOJE, 29/06, na Venezuela, com epicentro em Carabelleda, município do estado de La Guaira localizado a cerca de 40 quilômetros de Caracas. O fenômeno, classificado pelas autoridades como réplica de intensidade moderada, ocorreu cinco dias depois do terremoto duplo que devastou várias regiões do país.
De acordo com dados do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o hipocentro ficou a 10 quilômetros de profundidade e a 27 quilômetros do centro urbano de Carabelleda, onde vivem aproximadamente 50 mil pessoas. Moradores da capital também sentiram o tremor.
“Trata-se de uma réplica de moderada intensidade, sem novos danos registrados em nenhuma parte do território nacional”, declarou o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.
A terra voltou a tremer dois dias depois de outro evento sísmico, de magnitude 4,9, observado na sexta-feira (27). Ao todo, as estações de monitoramento venezuelanas já contabilizam pelo menos 430 tremores secundários desde os abalos principais — de 7,2 e 7,5 — ocorridos em 24/06.
O duplo terremoto destruiu ou danificou 774 edifícios em todo o país. Segundo o governo, até esta segunda-feira (29) o número de mortos chegou a 1.500, enquanto os feridos somam 3.150. As equipes de busca e resgate, formadas por 25 mil socorristas — 2,6 mil deles estrangeiros —, continuam vasculhando escombros. Trinta e três pessoas foram retiradas com vida até domingo (28).
O Brasil participa da operação humanitária com quatro aeronaves carregadas de suprimentos, além de bombeiros experientes em missões internacionais. Autoridades venezuelanas afirmam que a prioridade é garantir abrigo temporário e assistência médica básica aos desabrigados.
“Trabalho nesse prédio há quase 30 anos e sinto pelo menos um ou dois tremores por semana. São sempre leves, mas sinto o movimento”, contou a professora Tamara Ádrian, da Universidade Central de Caracas.
“Vivi o terremoto de 1967, que teve magnitude 6,1. Na Venezuela há muitos tremores, mas raramente superam 6. Historicamente, o intervalo entre eventos maiores tem sido de cerca de 50 anos”, completou.
Especialistas explicam que réplicas podem prosseguir por semanas ou meses, embora tendam a diminuir em intensidade. Por precaução, a Defesa Civil mantém equipes de prontidão e orienta a população a revisar rotas de evacuação, reforçar estruturas danificadas e manter kits de emergência.
Ainda não há previsão de normalização total dos serviços básicos em La Guaira, onde redes de água e energia foram parcialmente restabelecidas. Escolas seguem fechadas, e dezenas de pessoas permanecem em abrigos provisórios instalados em ginásios e igrejas locais.
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