O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou uma proclamação oficial para marcar os 250 anos da declaração de independência, celebrados em 04/07. No documento, divulgado pela Casa Branca, ele afirmou que o país estaria “à beira de uma nova Era de Ouro Americana”, sinalizando ambição renovada em tecnologia, defesa e prosperidade econômica.
“A grande aventura americana, iniciada em 4 de julho de 1776, está apenas começando”, registrou o presidente.
Na sequência, Trump declarou que pretende reforçar a soberania nacional e proteger o que descreveu como herança cultural do país. Para isso, prometeu manter a liderança em áreas como inteligência artificial, computação quântica, exploração espacial e produção de energia. O chefe do Executivo ressaltou planos de levar “americanos de volta à superfície lunar para sempre” e fincar a bandeira dos EUA “nas dunas vermelhas de Marte”.
“Conquistaremos as novas fronteiras da inteligência artificial e da descoberta quântica”, pontuou.
O discurso também dedicou espaço à segurança interna, à retomada da lei e da ordem nas cidades e ao fortalecimento da economia. Segundo ele, o governo buscaria responder “a cada inimigo com força esmagadora e justiça inabalável”, enquanto tentaria inaugurar “uma nova era de prosperidade, saúde, oportunidades e felicidade para todas as famílias americanas”.
Em tom nacionalista, Trump concluiu que a nação teria sido “concebida pela providência, nascida do sangue de heróis e sustentada por gerações de patriotas amantes da liberdade”. Ele encerrou a mensagem prometendo tornar os Estados Unidos “mais fortes, mais orgulhosos, mais ricos e maiores do que nunca”.
O documento também trouxe críticas diretas ao Partido Democrata. Trump acusou opositores de planejarem acabar com o filibuster — manobra que permite atrasar votações no Senado — e expandir o número de ministros da Suprema Corte.
“Os ‘Dumocrats’ estão declarando abertamente que planejam acabar com o filibuster se algum dia voltarem ao poder e ampliar a Suprema Corte”, escreveu.
Na avaliação do presidente, tal movimento abriria caminho para a criação de “dois Estados da esquerda radical”, resultaria em “quatro novos senadores” e transformaria o Colégio Eleitoral em um obstáculo intransponível para os republicanos. Trump sustentou que, nesse cenário, seu partido “nunca mais venceria outra eleição”.
“Por quanto tempo vocês ainda vão permitir que isso aconteça? Eles vão acabar com o filibuster na primeira hora, e eu estarei em casa, com lágrimas nos olhos, dizendo: ‘Eu avisei!'”, alertou.
Ao longo de mais de 800 palavras, a proclamação combinou tom festivo pela data histórica com advertências políticas sobre o futuro institucional do país, reforçando a estratégia de Trump de mobilizar apoiadores em torno de bandeiras patrióticas e de uma plataforma de avanços tecnológicos.
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