O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará HOJE, domingo (19), da final da Copa do Mundo de 2026, entre Espanha e Argentina, no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. A Casa Branca confirmou a viagem no início da semana, selando a primeira vez que o republicano vai assistir a uma partida do torneio diretamente nas arquibancadas.
Além de acompanhar o duelo que definirá o campeão do mundo, Trump deve dividir o palco da cerimônia de premiação com o presidente da Fifa, Gianni Infantino. A expectativa é de que ambos entreguem o troféu ao capitão da seleção vencedora logo após o apito final.
A finalíssima atrairá outros chefes de Estado e de governo. Estão previstos o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, integrantes da família real espanhola, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney. A presença simultânea dessas autoridades ocorre em meio a recentes divergências diplomáticas com Washington.
Nas últimas semanas, Trump voltou a cobrar Madri por investimentos inferiores à meta estipulada pela OTAN, reforçou a pressão sobre o governo mexicano na questão migratória e ameaçou impor novas tarifas sobre produtos canadenses. Mesmo assim, todos devem se reunir nas tribunas de honra do estádio que comporta cerca de 82 mil torcedores.
Para garantir a segurança, o Serviço Secreto montou um perímetro aéreo de exclusão temporária em torno do MetLife Stadium. Vias de acesso serão bloqueadas em horários estratégicos, e os torcedores terão de chegar com antecedência para passar pelos detectores de metal.
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“Descobrimos que somos um país do futebol, e acho que isso vai continuar”,
disse Trump na sexta-feira (17), durante um evento da Fifa na Trump Tower, em Nova York. Na mesma ocasião, o presidente classificou a edição de 2026 como “a Copa do Mundo de maior sucesso” e citou o interesse do filho Barron pelo esporte.
Desde a volta à Casa Branca, em janeiro de 2025, Trump tem se aproximado da Fifa. Ele afirma ter desempenhado papel essencial para que os Estados Unidos sediassem tanto a Copa de 2026 quanto os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
O presidente norte-americano também protagonizou episódios paralelos ao Mundial. Nas oitavas de final, telefonou a Infantino após a expulsão do atacante Folarin Balogun e pediu a anulação do cartão vermelho, gesto que gerou debate sobre possível interferência política em decisões esportivas. Já na reta final, comentou publicamente o desempenho da seleção inglesa e o trabalho do técnico Thomas Tuchel.
Outro momento envolvendo Trump ocorreu no último Mundial de Clubes, disputado no mesmo MetLife Stadium, quando entregou o troféu ao Chelsea e permaneceu no palco durante a celebração. Posteriormente, declarou ter recebido autorização para exibir a taça original no Salão Oval, informação corrigida pela Fifa, que explicou tratar-se de uma réplica.
Com bola rolando às 18h (de Brasília), Espanha e Argentina lutam pelo tetracampeonato mundial. O mundo do futebol – e da política – estará atento a cada lance dentro e fora das quatro linhas.
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