O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou HOJE, 06/07, que entrou em contato com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para solicitar uma nova análise sobre o cartão vermelho aplicado ao atacante norte-americano Folarin Balogun. A infração ocorreu na fase anterior da competição, vencida pelos Estados Unidos por 2 a 0, e deixou o camisa 9 automaticamente suspenso do duelo das oitavas de final contra a Bélgica, marcado também para esta segunda-feira.
De acordo com o mandatário, o objetivo foi apenas garantir que a decisão fosse justamente revista.
“Pedi uma revisão porque não achei que tivesse sido falta. Tudo o que fiz foi solicitar uma segunda olhada; não disse que eles tinham de cancelar nada”,
declarou Trump aos repórteres reunidos na Casa Branca.
O cartão vermelho foi confirmado pelo árbitro de vídeo (VAR) após o atacante pisar no pé de um defensor bósnio. As regras da Fifa determinam que a expulsão direta resulta em suspensão mínima de uma partida, sem possibilidade de recurso por parte da equipe. No entanto, a entidade máxima do futebol informou, no domingo (5), que a punição a Balogun será adiada por um ano, permitindo que o jogador participe normalmente do confronto eliminatório.
Trump não poupou críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela marcação da infração.
“Acho o árbitro um pouco suspeito, se você analisar o passado dele”,
disparou o presidente, sem apresentar detalhes. Apesar do tom duro, o republicano procurou minimizar qualquer insinuação de interferência política na decisão da Fifa.
“Teremos um time completo e a Bélgica terá um time completo. E quer saber? Se eles nos vencerem, poderão realmente se orgulhar”,
complementou.
Além do episódio esportivo, Trump voltou a mencionar as eleições presidenciais de 2020, tema recorrente de suas declarações públicas.
“Por outro lado, se eles nos vencerem… eu direi que foi manipulado, assim como a eleição de 2020 foi manipulada”,
afirmou, mantendo as alegações – não comprovadas – de fraude eleitoral.
A interlocução direta entre o chefe de Estado norte-americano e o comando da Fifa reacendeu o debate sobre possíveis pressões políticas em decisões disciplinares do futebol. Especialistas em direito esportivo lembram que o Código Disciplinar da entidade prevê exceções raras em casos de “circunstâncias extraordinárias”, mas enfatizam que intervenções externas são geralmente desencorajadas para garantir a autonomia do esporte.
Com Balogun liberado, a seleção dos Estados Unidos terá força máxima contra a Bélgica. O vencedor do duelo segue vivo na luta por uma vaga nas quartas de final, enquanto a controvérsia sobre o cartão vermelho promete permanecer em pauta, alimentando questionamentos sobre os limites entre política e futebol internacional.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









