O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta sexta-feira, 03/07, que vai se reunir em breve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa telefônica entre os dois líderes ocorreu às vésperas das celebrações pelos 250 anos da Declaração de Independência norte-americana e, segundo o gabinete israelense, serviu para alinhar detalhes do encontro que deverá ocorrer em território norte-americano.
De acordo com nota divulgada pelo governo de Israel, os chefes de Estado reforçaram a parceria estratégica mantida ao longo das últimas décadas. Netanyahu destacou que considera os Estados Unidos “um garante da liberdade mundial” e manifestou apreço pelo vínculo histórico entre os dois países.
“Os Estados Unidos são um garante da liberdade mundial e Israel valoriza enormemente o estreito vínculo que une ambas as nações”, declarou Netanyahu durante a ligação.
A aproximação acontece em um momento de forte tensão no Oriente Médio. Nas últimas semanas, ataques israelenses ao Líbano elevaram o grau de instabilidade regional e colocaram em risco as negociações conduzidas por Washington com o Irã para um eventual cessar-fogo e para a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz ao tráfego comercial.
As divergências sobre a condução da ofensiva israelense chegaram a provocar um embate verbal entre os dois líderes. Em ligação realizada no início de junho, Trump repreendeu o primeiro-ministro, cobrando moderação nas ações militares.
“Você é um louco de m****. Você estaria na prisão se não fosse por mim. Estou salvando a sua pele. Agora todo mundo odeia você. Todo mundo odeia Israel por causa disso”, teria dito o presidente norte-americano, segundo relato obtido por auxiliares próximos.
Mesmo com o tom áspero, tanto a Casa Branca quanto o gabinete israelense minimizaram o episódio e ressaltaram que o diálogo permanece aberto. Para analistas de relações internacionais, a reunião que será realizada “em breve” pode servir como oportunidade para redefinir prioridades, reduzir atritos e buscar um caminho diplomático para os conflitos em curso.
A data e a cidade que sediará o encontro ainda não foram oficializadas. Fontes em Jerusalém apontam a possibilidade de que a reunião ocorra logo após as festividades do Dia da Independência dos EUA, o que daria margem para anúncios conjuntos sobre segurança regional e cooperação militar.
Enquanto isso, diplomatas norte-americanos continuam engajados em conversas paralelas com Teerã, na tentativa de manter vivas as discussões sobre o cessar-fogo. Observadores internacionais avaliam que o sucesso dessas tratativas dependerá do grau de flexibilidade que Israel demonstrar na frente libanesa.
O deslocamento de Netanyahu para os Estados Unidos, portanto, é visto como uma etapa decisiva em meio ao xadrez geopolítico do Oriente Médio. A expectativa é de que, além da pauta de segurança, o encontro trate de investimentos em defesa antimísseis, troca de inteligência e iniciativas de cooperação tecnológica.
Nos bastidores, diplomatas israelenses apontam que o governo de Jerusalém busca assegurar o apoio de Washington para eventuais desdobramentos militares, ao mesmo tempo em que quer evitar desgaste diante da comunidade internacional. Para Trump, a reunião oferece oportunidade de reforçar sua imagem de liderança global às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato nos Estados Unidos.
Embora persista o clima de tensão, a disposição declarada de ambas as partes em sentar à mesa reacende expectativas de uma possível distensão. Até que a agenda seja confirmada, observadores permanecem atentos aos próximos movimentos no tabuleiro regional.
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