O MetLife Stadium, em Nova Jersey, viveu clima de festa e tensão neste domingo (19) durante a final da Copa do Mundo de 2026. A Espanha derrotou a Argentina por 1 x 0 e levantou o troféu, mas o momento de maior barulho veio quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em campo para a cerimônia de premiação. Parte dos mais de 80 mil torcedores reagiu com vaias à presença do chefe da Casa Branca.
Acompanhado do presidente da FIFA, Gianni Infantino, Trump caminhou até o pódio onde seriam distribuídas medalhas e o troféu aos jogadores. As vaias se intensificaram quando seu nome foi anunciado pelos alto-falantes. Mesmo assim, a solenidade prosseguiu sem atrasos, e a seleção espanhola recebeu a taça que garante o segundo título mundial do país.
Antes da bola rolar, Trump desembarcou de helicóptero no Marine One ao lado da primeira-dama Melania Trump. No camarote presidencial, ele assistiu à execução do hino nacional norte-americano ao lado de Infantino e posou para fotos com a taça. Durante a partida, conversou com convidados sobre suas expectativas para o jogo.
“É difícil apostar contra Messi”, afirmou Trump, justificando a crença em vitória argentina antes do apito final.
O mandatário também elogiou o presidente argentino Javier Milei, a quem definiu como “amigo”. Entre os líderes presentes, cumprimentou a presidente do México, Claudia Sheinbaum, o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, e o primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez. Todos acompanharam o duelo em setores próximos do gramado.
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A relação de proximidade entre Trump e a FIFA ganhou força desde o início do Mundial. Esta foi a primeira partida do torneio que ele assistiu no estádio, mas ele já havia participado de diversos eventos institucionais do organismo. A colaboração inclui encontros regulares com Infantino para discutir investimentos em infraestrutura esportiva e a expansão do futebol nos Estados Unidos.
A presença do presidente voltou a chamar atenção por causa de um episódio no Mundial de Clubes do ano passado. Na ocasião, após a vitória do Chelsea, Trump permaneceu no palco com o troféu enquanto os jogadores ainda comemoravam. Dias depois, comentou ter recebido permissão para exibir a taça original no Salão Oval, mas o objeto era apenas uma réplica, segundo confirmou a entidade esportiva.
Apesar do desconforto gerado pelas vaias, Trump seguiu o protocolo e entregou as medalhas tanto aos vice-campeões argentinos quanto aos campeões espanhóis. A seleção liderada por Pedri e Rodri celebrou diante da torcida, enquanto Lionel Messi, em provável última Copa, recebeu aplausos e consolação de colegas e adversários.
Do lado de fora, grupos de torcedores norte-americanos dividiam-se entre apoio e críticas ao presidente. Para a organização do torneio, o saldo da final foi positivo: partidas lotadas, logística sem incidentes graves e uma audiência global que deve bater recordes, impulsionada pela rivalidade entre duas potências do futebol mundial.
A Copa do Mundo de 2026 segue agora para a fase de balanço financeiro e avaliações técnicas. A FIFA deverá apresentar relatório completo nas próximas semanas, enquanto os Estados Unidos preparam-se para os eventos finais de despedida das seleções e o retorno à rotina dos campeonatos locais.
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