O presidente norte-americano Donald Trump voltou a subir o tom contra Teerã nesta segunda-feira (20) ao garantir que o Irã “pagará muitas vezes” por cada soldado dos Estados Unidos morto em ações no Oriente Médio. As declarações foram publicadas pela manhã na rede Truth Social e acompanhadas de ordens diretas às Forças Armadas para intensificar a resposta a qualquer ofensiva iraniana.
“Toda vez que o Irã matar um soldado americano, pagará muitas vezes por essa morte”, escreveu o republicano.
Segundo o próprio Trump, a diretriz foi transmitida ao secretário de Guerra, Pete Hegseth, ao chefe do Estado-Maior Conjunto, general Daniel Caine, e a outros comandantes de alto escalão. A mensagem reforça o clima de tensão que se arrasta há semanas na região, marcado por trocas de ataques e discursos cada vez mais duros.
Horas depois da postagem, explosões sacudiram as imediações da cidade de Khomein, na província iraniana de Markazi. Canais ligados à Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) relataram que o alvo foi uma unidade industrial. Autoridades locais confirmaram dano estrutural, mas não registraram vítimas civis até o momento. Fontes militares norte-americanas ainda não comentaram publicamente a operação.
No mesmo comunicado digital, Trump saiu em defesa do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional (TPI). O presidente reagiu às declarações do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, que estuda solicitar a detenção de Netanyahu durante a Assembleia Geral da ONU, em setembro.
Preços vistos na Amazon em 17/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
“Ele não será preso, de forma alguma, enquanto estiver nos Estados Unidos. As únicas pessoas que deveriam ser presas são aquelas que levaram o Irã a essa espiral sem precedentes de morte e destruição”, escreveu Trump.
A crise também ganhou contornos marítimos. O Centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO) confirmou que um segundo navio comercial foi atacado no Estreito de Ormuz no início desta tarde, próximo à costa dos Emirados Árabes Unidos. Mais cedo, outra embarcação havia sido incendida nas águas próximas a Omã. Não há, até agora, informações sobre vítimas ou a extensão dos danos.
Analistas apontam que a combinação de bombardeios a alvos iranianos e incidentes no estreito estratégico pode elevar o preço do petróleo e atrair novas potências para o tabuleiro. Enquanto isso, diplomatas em Washington, Teerã e Tel Aviv buscam caminhos para evitar uma escalada fora de controle.
Embora o governo norte-americano insista que “todas as opções estão sobre a mesa”, fontes do Departamento de Estado admitem reservadamente que ainda há espaço para negociações. A avaliação é de que qualquer passo em falso pode desencadear uma série de represálias regionais, envolvendo grupos aliados ao Irã no Iraque, na Síria e no Líbano.
Por ora, o recado de Trump ficou claro: novos ataques que resultem em baixas americanas serão respondidos de forma proporcionalmente mais dura. Resta saber se Teerã recuará ou se a retórica beligerante migrará para um confronto aberto, com consequências imprevisíveis para a segurança global.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








