O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira, 16/07, que a Agência Central de Inteligência (CIA) divulgará em breve documentos que comprovariam a participação do ex-líder venezuelano Nicolás Maduro em manobras para influenciar eleições norte-americanas. O anúncio foi feito durante um pronunciamento na Casa Branca que também tratou de política externa e segurança cibernética.
Trump elogiou a cooperação atual entre Washington e Caracas, iniciada após a operação militar que capturou Maduro no começo do ano. Segundo ele, o novo governo venezuelano estaria fornecendo energia em condições vantajosas aos EUA.
“Vencemos na Venezuela e agora eles estão trabalhando em conjunto com Washington para disponibilizar milhões e milhões de barris de petróleo”,
declarou.
Ao comentar outros pontos da política externa, o republicano mencionou o conflito com o Irã, salientando que as forças norte-americanas estariam “vencendo”, embora a conclusão da ofensiva seja considerada “difícil”. Ele ressaltou que o país obtém “avanços significativos” em várias frentes simultaneamente.
O presidente dedicou parte do discurso a acusações contra a China. De acordo com Trump, Pequim teria realizado “a maior violação conhecida de dados eleitorais”, iniciada no pleito de 2020, quando ele perdeu para o democrata Joe Biden.
“Documentos recém-divulgados mostram que, ao longo de vários anos, a partir do ciclo eleitoral de 2020, a China realizou o que se acredita ter sido o maior comprometimento de dados eleitorais da história, resultando na aquisição ilícita de 220 milhões de registros de eleitores dos Estados Unidos”,
disse.
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Trump argumentou que as informações obtidas — nomes, endereços, telefones e preferências partidárias — podem fragilizar a confiança da população no sistema de votação.
“Houve grandes danos ao nosso país: nossas eleições ficaram vulneráveis a fraudes e manipulações, e a confiança do povo americano foi abalada. Isso não pode continuar.”
Na mesma fala, o presidente criticou emissoras de TV que, segundo ele, se recusaram a transmitir o pronunciamento ao vivo. Ele chegou a ameaçar as redes com a cassação das licenças de transmissão.
As declarações geraram reação imediata em Pequim. Nesta sexta-feira, 17/07, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, refutou as alegações.
“A China não tem interesse em interferir nas eleições dos EUA e nunca o fez”,
afirmou, classificando as denúncias como tentativas deliberadas de difamar o país asiático.
Analistas em Washington observam que a divulgação prometida pela CIA pode elevar a tensão diplomática tanto com a China quanto com setores venezuelanos ainda ligados ao antigo regime. Até o momento, a agência não informou data exata para tornar público o material citado por Trump.
Nos bastidores do Congresso, parlamentares democratas e republicanos manifestam posições divergentes. Parte da oposição questiona a veracidade dos dados, enquanto aliados do presidente defendem investigações formais sobre possíveis interferências. O debate deve ganhar força nas próximas semanas, sobretudo porque o calendário das eleições legislativas se aproxima.
Enquanto isso, especialistas em segurança digital advertem para o risco de novas tentativas de acesso não autorizado a bancos de dados públicos. Eles sugerem reforço em sistemas de criptografia, auditorias independentes e campanhas de conscientização para eleitores sobre proteção de informações pessoais.
Em meio às disputas geopolíticas, a confirmação ou não do suposto plano de Maduro e do alegado esquema chinês pode influenciar o discurso de segurança nacional nos Estados Unidos, além de impactar alianças estratégicas no cenário internacional.
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