O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transformou a final da Copa do Mundo de 2026 em um espetáculo à parte neste domingo, 19/07. Aos 80 anos, o republicano pousou de helicóptero Marine One no complexo Nova York–Nova Jersey pouco antes da bola rolar para Espanha x Argentina e atraiu todas as câmeras – e algumas vaias esparsas – assim que apareceu no telão do estádio lotado.
Trump entrou no camarote VIP acompanhado da primeira-dama Melania e sentou-se ao lado do presidente da FIFA, Gianni Infantino. Durante a execução do hino norte-americano, levantou-se e prestou continência, gesto que recebeu aplausos de parte da arquibancada. Na fase de aquecimento, o dirigente ainda pôs as mãos no troféu dourado, chegando a dar um leve tapinha na taça antes mesmo de conhecermos o campeão.
“Eu diria que é difícil apostar contra Messi”, declarou Trump minutos antes do apito inicial, lembrando que considera o presidente argentino Javier Milei “um amigo” e que ele “tem feito um trabalho fantástico”.
O camarote reuniu outros chefes de Estado: a mexicana Claudia Sheinbaum e o canadense Mark Carney. A convivência, no entanto, não foi tão cordial nos bastidores. Na sexta-feira, 17/07, Trump ameaçou impor tarifas ao Canadá após a fumaça de incêndios florestais afetar a qualidade do ar no Nordeste dos EUA. Já com o México, seguem tensões causadas pela política migratória rígida e pela retórica de ação militar contra cartéis de drogas.
Trump ainda cumprimentou o primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez, apesar de críticas recentes a Madri por permanecer abaixo das metas de gasto da OTAN e por suposta falta de apoio na guerra do Irã.
Preços vistos na Amazon em 18/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Esta é a primeira partida da Copa a que o presidente comparece in loco. Mesmo assim, ele vem interferindo nos bastidores do torneio. Há menos de duas semanas, telefonou para Infantino pedindo a anulação do cartão vermelho do atacante norte-americano Folarin Balogun nas oitavas de final contra a Bélgica.
“Este tem sido possivelmente o evento esportivo mais bem-sucedido da história do mundo. Tem sido incrível”, afirmou Trump em recepção da FIFA na Trump Tower, na sexta.
Trump defende que o Mundial impulsionou a popularização do futebol no país e cita o filho Barron, de 20 anos, como torcedor convicto do esporte. Por outro lado, as restrições de visto impostas por seu governo criaram obstáculos para parte da torcida estrangeira.
O protocolo prevê que o presidente norte-americano entregue a taça ao capitão vencedor logo após o apito final. Dentro de campo, a expectativa é grande: no Mundial de Clubes de 2025, no mesmo estádio, Trump permaneceu no pódio enquanto os jogadores do Chelsea comemoravam, gesto que gerou constrangimento. À época, ele chegou a dizer que guardaria o troféu verdadeiro no Salão Oval; a FIFA esclareceu que se tratava apenas de uma réplica.
Com o histórico de intervenções e gestos inusitados, resta saber se Trump vai repetir o protagonismo ou optar por uma cerimônia mais discreta nesta noite histórica para o futebol mundial.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








