O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a usar as redes sociais para comentar a cena política da América Latina. Desta vez, ele compartilhou um artigo do colunista John Gizzi, da Newsmax, no qual as próximas eleições presidenciais no Brasil são descritas como o “próximo grande teste” para a estratégia de Washington de ampliar sua presença no continente.
Ao divulgar o texto na noite de 24/06, Trump reforçou a avaliação de que sua política externa estaria acumulando vitórias eleitorais na região. O texto enumera oito pleitos em sete anos considerados favoráveis a líderes alinhados ao republicano — casos de El Salvador (2019), Argentina e Equador (2023), além dos mais recentes resultados na Colômbia, Peru, Honduras, Bolívia e Chile.
“A tendência pró-Trump começou em 2019 com a eleição de Nayib Bukele em El Salvador e tem se intensificado de forma constante desde então”, destacou o comentarista.
O artigo também aponta quatro países que ainda representam desafios para Washington: Venezuela, Cuba, Nicarágua e Brasil. Para Gizzi, a disputa pelo Palácio do Planalto poderá redefinir o equilíbrio ideológico do hemisfério. O colunista sustenta que, se o Brasil migrar novamente para a direita, “o mapa político da América Latina será drasticamente diferente do que era há apenas uma década”.
No texto repercutido por Trump, o autor lembra que setores alinhados ao ex-presidente Jair Bolsonaro começaram a se mobilizar em torno do senador Flávio Bolsonaro para disputar o comando do Executivo federal e tentar derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, identificado pelo artigo como liderança de esquerda.
-20%
Preços vistos na Amazon em 07/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Além do panorama eleitoral, a publicação resgata a Estratégia de Segurança Nacional apresentada em dezembro de 2025. O documento afirma que os EUA pretendem aplicar um “Corolário Trump” à clássica Doutrina Monroe — declaração de 1823 que defendia “a América para os americanos”. O novo plano prevê estabelecer ou ampliar bases em pontos estratégicos e limitar investimentos de potências rivais na infraestrutura latino-americana.
“Após anos de negligência, os Estados Unidos reafirmarão e farão cumprir a Doutrina Monroe para restaurar a proeminência americana no Hemisfério Ocidental”, afirma o texto oficial da Casa Branca citado pelo artigo.
A movimentação de Trump ocorre em meio à antecipação da campanha eleitoral brasileira, marcada para o segundo semestre de 2026. Enquanto articuladores políticos no país discutem alianças, observadores internacionais acompanham de perto como o resultado poderá influenciar a correlação de forças no continente.
Analistas veem o compartilhamento feito por Trump como sinal de que a Casa Branca seguirá priorizando questões latino-americanas, especialmente em temas como comércio, segurança regional e disputa geopolítica.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








