Arthur Henrique venceu com 60,87% dos votos, mas seu registro foi negado pelo TRE-RR. Agora, o TSE tem a palavra final sobre quem governará Roraima.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) terá a palavra final sobre o resultado da eleição suplementar para o Governo de Roraima, realizada no domingo, 21 de junho. Embora a apuração tenha apontado Arthur Henrique (PL) e o vice Subtenente Velton como os mais votados, com 160.004 votos — 60,87% dos votos válidos —, a chapa ainda depende do julgamento de um recurso contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RR) que indeferiu o registro dos candidatos.
O TRE-RR entendeu que Arthur Henrique, então prefeito de Boa Vista, não respeitou o prazo de desincompatibilização. A corte regional fixou prazo de apenas 24 horas para o afastamento do cargo, estabelecido em resolução própria. Porém, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu essa regra por contrariedade à Lei Complementar 64/1990, que determina afastamento mínimo de três meses para quem ocupa funções executivas e pretende concorrer.
Mesmo com a liminar do STF, o registro da candidatura continua sub judice. Assim, o TSE precisa analisar se a decisão regional será mantida ou revogada. Caso confirme a elegibilidade, o tribunal proclamará Arthur Henrique e Subtenente Velton como eleitos para cumprir mandato tampão que se estende até 2027. Se a corte mantiver o indeferimento, será necessário novo pleito.
Na mesma disputa, Soldado Sampaio e Tayla Peres (Republicanos) obtiveram 93.897 votos válidos, equivalentes a 35,72%. Já a chapa composta por Nelita Frank (PT) e Bartô Macuxi (PSOL) somou 8.948 votos, o que representa 3,40% do total.
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A eleição suplementar foi convocada depois que Antonio Denarium (Republicanos) e o vice Edilson Damião (União) tiveram seus mandatos cassados. Com a vacância no cargo, o TRE-RR marcou novo pleito e publicou cronograma abreviado, contestado pela equipe de Arthur Henrique. A controvérsia agora está nas mãos do TSE.
O julgamento ainda não tem data definida, mas ministros ouvidos nos bastidores indicam que o caso deve ser incluído na pauta das próximas sessões. Até lá, o governador eleito não pode assumir, e o comando do Executivo estadual permanece nas mãos do presidente da Assembleia Legislativa, em exercício interino, conforme prevê a Constituição de Roraima.
Analistas políticos apontam que a decisão do TSE terá impacto direto na dinâmica local, pois o futuro governador administrará o estado por pouco mais de um ano e meio antes das eleições gerais de 2028. Além disso, o desfecho pode influenciar as alianças entre partidos de direita e legendas de esquerda já de olho no próximo ciclo eleitoral.
Enquanto aguarda o veredito da Justiça Eleitoral, Arthur Henrique mantém agenda discreta, propondo reuniões técnicas sobre saúde, infraestrutura e segurança pública. Do outro lado, adversários destacam a necessidade de estabilidade jurídica para que os projetos em andamento no estado não sofram descontinuidade.
Neste cenário de expectativa, a população de Roraima acompanha atentamente os desdobramentos em Brasília e aguarda a definição que confirmará ou não o resultado das urnas.
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