No julgamento desta quinta (24/09), o TST considerou legal a greve dos Correios e ordenou retorno a partir de sexta (25/09). A corte autorizou compensar os dias parados e rejeitou o pedido da estatal.
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) julgou HOJE, quinta-feira, 24/09, o dissídio coletivo que envolve a paralisação dos empregados dos Correios e concluiu que o movimento não é abusivo. Apesar disso, a Corte determinou o retorno imediato das atividades a partir desta sexta-feira, 25/09, estabelecendo que a categoria volte aos postos normalmente.
Na mesma sessão, a Seção de Dissídios Coletivos rejeitou o pedido apresentado pela estatal para que a greve fosse declarada irregular. Assim, o tribunal autorizou a compensação dos dias parados, afastando qualquer desconto salarial referente ao período de inatividade.
O movimento grevista começou em 10 de setembro. De acordo com a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a categoria decidiu cruzar os braços após as negociações da campanha salarial de 2026 terminarem sem consenso.
Durante a paralisação, o TST já havia fixado a obrigação de manter 80% do efetivo em operação para assegurar a continuidade mínima dos serviços postais considerados essenciais. Segundo a empresa, essa determinação não foi totalmente observada, fato que motivou novos questionamentos no processo.
A decisão desta quinta atraiu atenção especial porque, ao mesmo tempo em que reconhece a legitimidade da greve, impõe o restabelecimento dos serviços em prazo curto. Logo após o anúncio do acórdão, sindicatos de base informaram que iriam se reunir para definir se obedecerão à ordem de retorno na data estipulada. A categoria avalia ainda estratégias para negociar a reposição dos eventuais dias de paralisação.
Nos bastidores, a estatal sustenta que tentou avançar nas tratativas salariais, mas esbarrou em reivindicações que classificou como financeiramente inviáveis. Já representantes dos trabalhadores argumentam que as propostas patronais ficaram aquém da reposição inflacionária e da manutenção de direitos históricos acordados em convenções anteriores.
Até o momento do fechamento desta matéria, a assessoria de comunicação dos Correios não havia se pronunciado oficialmente sobre o desfecho do julgamento. O espaço permanece aberto para manifestação.
Com o cenário definido pelo TST, os usuários do serviço postal aguardam a normalização das entregas a partir de amanhã. Caso a categoria aprove o retorno, encomendas e correspondências devem voltar a circular em todo o país, reduzindo atrasos acumulados desde o início da paralisação.
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