Inicia nesta quarta-feira (24) a terceira e derradeira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo 2026, e cada ponto conquistado ou perdido pode alterar drasticamente o caminho das seleções. Após 48 jogos, o torneio ainda apresenta poucas certezas: México, Estados Unidos, Argentina, Alemanha, Colômbia, França e Noruega já avançam, enquanto Jordânia, Haiti, Turquia, Tunísia e Panamá estão fora.
Colômbia, França e Noruega, embora classificadas, ainda lutam pelo topo de suas chaves. No Grupo I, franceses e noruegueses medem forças na sexta-feira (26), em Boston, para decidir quem leva a primeira posição. O posto de líder não vale apenas um rival teoricamente mais acessível nas oitavas, mas também logística; deslocamentos menores significam mais tempo de recuperação.
O exemplo mais claro vem do Grupo C. Se terminar na frente, o Brasil permanece em Houston para o mata-mata. Caso escorregue para a segunda colocação, terá de viajar a Monterrey e ainda lidar com a mudança de país. Situação parecida vive a Espanha: líder provisória do Grupo H, a seleção encara o Uruguai de olho na manutenção da ponta. Se confirmar a vantagem, enfrenta Áustria ou Argélia; se cair para a segunda posição, pode reencontrar logo de cara a atual campeã Argentina.
A ampliação do Mundial para 48 participantes e a inclusão dos oito melhores terceiros colocados na fase seguinte ressuscitaram o risco de resultados combinados. Embora todas as partidas derradeiras sejam simultâneas dentro de cada grupo, quem joga depois saberá exatamente qual placar precisará para escapar.
Na quinta-feira (25), Paraguai e Austrália entram em campo com três pontos cada. Um empate classifica as duas equipes, possibilidade que incomoda o zagueiro australiano Jason Geria.
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"Acho que, de certo modo, você está trapaceando se busca uma espécie de trégua quando faltam 10 minutos. Na minha opinião, isso não é certo", afirmou o defensor.
"É evidente que ambos poderíamos nos classificar com um ponto, mas não acredito que esteja em nossa natureza simplesmente ceder ou tirar o pé do acelerador", completou.
Outra particularidade do formato atual é o critério de desempate: confronto direto antes do saldo de gols. Assim, duelos como Estados Unidos × Turquia e Argentina × Jordânia tendem a ser protocolares, com um time já garantido e o outro sem chances.
Nem mesmo o risco de eliminação ofusca o espetáculo. Lionel Messi, em sua sexta participação, tornou-se o maior artilheiro da história do torneio com 18 gols, superando Miroslav Klose (16). Cristiano Ronaldo, por sua vez, é o primeiro jogador a marcar em seis edições distintas após os dois gols na vitória de Portugal sobre o Uzbequistão por 5 a 0, na terça (23). A briga pela Chuteira de Ouro segue acirrada: Messi lidera com cinco gols, Mbappé e Haaland têm quatro, enquanto Cristiano Ronaldo e Kane aparecem com dois.
Com a média alta de bolas na rede, até o recorde de 13 gols de Just Fontaine em uma única Copa (1958) passa a ser ameaçado. A rodada que começa HOJE promete definir destinos, quebrar marcas e, possivelmente, escrever mais um capítulo de drama no futebol mundial.
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