O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, avaliou na sexta-feira (17) que a senadora Tereza Cristina (PP-MS) reúne o perfil considerado mais competitivo para compor a futura chapa presidencial liderada por Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas eleições de 2026. Ao comentar os bastidores da pré-campanha, o dirigente ressaltou que o partido só baterá o martelo sobre o nome do vice na convenção nacional marcada para 25 de julho, mas voltou a classificar a ex-ministra da Agricultura como a opção que mais soma eleitoralmente.
“A candidata ideal seria a Tereza Cristina. Ela tem carisma, e isso é muito importante em uma eleição presidencial, isso puxa voto”, declarou Valdemar.
O líder do PL reforçou que a legenda pretende focar em figuras com visibilidade popular. Por esse motivo, manifestou reservas à inclusão da economista Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal, na vaga de vice. Segundo ele, embora a executiva seja reconhecida pela capacidade técnica, o momento exige alguém capaz de mobilizar votos em todo o país.
“Ela tem muito prestígio junto aos empresários e é muito competente. Agora, na minha opinião, tem que ser alguém que tenha voto. O Bolsonaro vai decidir. Ele e o Flávio”, acrescentou.
Horas depois da entrevista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a suspensão do direito de visita de Jair Bolsonaro por 30 dias e proibiu, enquanto estiver com direitos políticos suspensos, “visitas com finalidade político-eleitoral até o término das eleições de 2026”. A medida também veda a divulgação de manifestos eleitorais pelo ex-presidente, mesmo por intermédio de terceiros, o que, na prática, limita sua participação nas discussões sobre a formação da chapa encabeçada pelo filho.
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Apesar do entusiasmo de Valdemar, a indicação de Tereza Cristina encontra resistências dentro da federação União Brasil-PP, à qual a senadora é filiada. O grupo sinaliza que não pretende endossar a candidatura de Flávio Bolsonaro. Dificuldades semelhantes cercam Daniella Marques, vinculada ao Republicanos, partido que ainda não definiu sua estratégia para 2026.
A própria Tereza Cristina tem reiterado que, até o momento, não cogita aceitar o convite para ingressar na disputa presidencial como vice. Paralelamente, Daniella Marques participou, na quinta-feira (16), do lançamento do pacote “Brasil Por Elas”, ao lado de Flávio, ocasião em que o senador voltou a defender a presença feminina na chapa. Ele citou ainda as deputadas federais Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) como alternativas.
Daniella Marques, que comandou a Caixa Econômica Federal durante a gestão Bolsonaro, hoje é cofundadora do Grupo Pra Elas, plataforma dedicada à autonomia financeira de mulheres, e lidera a elaboração das propostas econômicas do pré-candidato para o público feminino.
Conforme o cronograma interno, a Executiva Nacional do PL tem até 5 de agosto para oficializar o nome que ocupará a vice-presidência na futura chapa. Até lá, a legenda seguirá monitorando alianças, avaliando o cenário parlamentar e pesando a capacidade de cada cotado de conquistar votos além do núcleo bolsonarista.
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