O ex-volante da Seleção Brasileira e do Corinthians, Vampeta, voltou a ser assunto nos estúdios esportivos depois de declarar que já esperava pelo título espanhol na Copa do Mundo de 2026, conquistado na noite deste domingo (19), no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Segundo ele, a campanha vitoriosa não pode ser classificada como surpresa, pois a equipe vinha apresentando, desde as Eliminatórias, um padrão tático que lembrava os tempos áureos do Barcelona de Guardiola.
“Não vi surpresa nenhuma. Quem jogava o melhor futebol de seleção antes de começar a Copa era a Espanha. O conjunto prevaleceu”, enfatizou o pentacampeão mundial.
Vampeta participou do programa esportivo Canelada logo após o apito final e contou que, além de cravar a taça para os europeus, ainda previu o nome do herói da decisão. O comentarista disse ter insistido com colegas de bancada para não abandonarem a equipe comandada por Luis de la Fuente, mesmo diante da pressão argentina imposta pelo astro Lionel Messi.
“Falei para o Flávio: ‘não abandona, vamos com a Espanha até a morte. Sabe quem vai fazer o gol do título? O Ferran Torres’. Esse cara é ‘largo’, toda vez que entra no Barcelona no lugar do Lewandowski, ele faz gol. E ele acabou fazendo”, relatou.
A final foi digna de roteiro cinematográfico. Com 65% de posse de bola, a seleção espanhola ditou o ritmo do começo ao fim e finalizou 20 vezes, mas se deparou com atuação inspirada de Dibu Martínez. O goleiro argentino fez 11 defesas decisivas e levou o confronto para a prorrogação sem que o placar fosse alterado no tempo normal.
No tempo extra, a persistência ibérica encontrou recompensa. Aos 8 minutos da primeira etapa da prorrogação, Ferran Torres, que começara no banco, recebeu cruzamento rasteiro pela direita e empurrou para as redes: 1 a 0. O lance garantiu à Espanha o segundo troféu mundial — o primeiro foi levantado em 2010, na África do Sul — e impôs um fim amargo à provável despedida de Messi das Copas.
Dentro e fora de campo, o resultado repercutiu imediatamente. Especialistas destacaram a renovação espanhola, capaz de mesclar jovens da base do Barcelona e do Real Madrid com nomes experientes como Rodri e Dani Olmo. Para Vampeta, o triunfo reforça a importância de um projeto que respeita identidade de jogo: marcação alta, posse de bola paciente e troca de passes veloz.
Enquanto a torcida europeia faz festa em Madri, a América do Sul inicia processo de autocrítica. A Argentina, atual campeã de 2022, viu o sonho do tricampeonato escapar por detalhes, e o Brasil, eliminado nas quartas de final, encara pressão por reformulação imediata. Os próximos meses prometem debates intensos sobre preparação para a Copa de 2030, mas, neste 19 de julho, a cor dominante no planeta futebol é a vermelha da La Roja.
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