As autoridades venezuelanas confirmaram que o total de vítimas fatais decorrentes dos dois fortes terremotos que atingiram o país em 24 de junho ultrapassou a marca de cinco mil. O balanço mais recente, divulgado nesta sexta-feira (17), aponta 5.069 mortes provocadas pelos abalos sísmicos de magnitudes 7,2 e 7,5 que sacudiram principalmente o litoral norte, afetando com maior intensidade o estado de La Guaira, vizinho à capital Caracas.
De acordo com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, o impacto foi devastador em diversos municípios costeiros, onde construções residenciais, prédios públicos e trechos de infraestrutura viária ruíram com a sequência de tremores. O parlamentar não detalhou o número de desaparecidos, mas relatórios da Organização das Nações Unidas estimam que até 50 mil pessoas ainda possam estar soterradas ou sem contato com as equipes de resgate.
Uma análise preliminar feita a partir de imagens de satélite, divulgada pela agência espacial norte-americana, sugere que quase 59 mil edifícios sofreram algum tipo de dano estrutural, variando de fissuras em paredes a colapsos completos. Técnicos no local ressaltam que avaliações presenciais serão fundamentais para confirmar a extensão do prejuízo patrimonial.
Nas ruas de La Guaira, cenário descrito por moradores como “zona de guerra”, voluntários se juntam a bombeiros e agentes da defesa civil para remover escombros em busca de sobreviventes. Em Caracas, onde alguns prédios também desabaram, hospitais operam acima da capacidade e recebem reforços de profissionais vindos de outras cidades.
Especialistas do Serviço Geológico local explicam que a ocorrência quase simultânea de dois tremores de grande magnitude aumentou a área de impacto e dificultou a evacuação. Muitos residentes ainda estavam saindo de suas casas após o primeiro abalo quando o segundo ocorreu, ampliando o risco de colapso de estruturas já fragilizadas.
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Organizações humanitárias relatam necessidade urgente de mantimentos, tendas e equipamentos médicos nas zonas mais afetadas. Órgãos governamentais afirmam que pontes aéreas e corredores rodoviários estão sendo empregados para acelerar a chegada de suprimentos, apesar de estradas parcialmente interditadas por deslizamentos.
A prioridade, segundo porta-vozes da força-tarefa instalada em Caracas, é localizar possíveis sobreviventes nas próximas 72 horas, janela considerada crítica. Paralelamente, engenheiros trabalham em avaliações de solo para identificar áreas de risco e liberar, quando seguro, o retorno gradual de famílias que tiveram suas casas apenas parcialmente danificadas.
Em pronunciamentos recentes, líderes comunitários pediram solidariedade nacional e internacional. Doações de água potável, alimentos não perecíveis e medicamentos continuam sendo recebidas em centros de coleta distribuídos por todo o território venezuelano.
O governo informou que novos boletins sobre vítimas e danos materiais serão divulgados à medida que forem concluídas atualizações das equipes de campo e consolidado o cruzamento de dados com imagens de satélite.
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