O número de vítimas fatais causado pelos dois fortes terremotos que sacudiram o norte da Venezuela em 24 de junho subiu para 5.119, conforme atualização oficial divulgada neste sábado, 18 de julho. O boletim, apresentado pelas autoridades de proteção civil, acrescenta 50 novos óbitos às estatísticas nas últimas 24 horas, indicando que o trabalho de resgate ainda encontra corpos entre os escombros 24 dias depois da tragédia.
Os abalos de magnitude 7,2 e 7,5 tiveram epicentro próximo ao litoral e afetaram principalmente o estado de La Guaira, a cerca de 40 minutos de Caracas. A região litorânea, densamente povoada, concentrou o maior número de vítimas e edificações destruídas. Dados oficiais apontam que 190 prédios ruíram totalmente, enquanto outros 856 sofreram danos estruturais sérios, exigindo interdições preventivas.
O quadro de feridos permanece o mesmo desde o relatório anterior: 16.740 pessoas receberam atendimento médico, muitas delas com fraturas múltiplas e traumas internos. Equipes de saúde seguem distribuídas em hospitais de campanha e unidades móveis para dar conta da demanda.
Em La Guaira, máquinas escavadeiras, guindastes e caminhões continuam operando em ritmo ininterrupto para remover toneladas de concreto e metal. Especialistas estimam que ainda haja detritos suficientes para semanas de trabalho intenso. Enquanto isso, familiares aguardam notícias dos desaparecidos, na esperança de realizar sepultamentos dignos.
A crise habitacional é outro desafio imediato. O governo reporta 17.907 pessoas sem moradia e mais de 21.470 cidadãos distribuídos em 107 acampamentos provisórios. Nessas estruturas, montadas em ginásios, praças e áreas abertas, famílias dividem barracas em situação de superlotação, com pouca privacidade e recursos sanitários limitados.
Preços vistos na Amazon em 13/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
Organizações humanitárias presentes no país alertam para o risco de doenças infecciosas em ambientes tão concentrados. Medicamentos, água potável e itens de higiene estão entre as principais demandas encaminhadas aos órgãos de resposta emergencial.
As autoridades não divulgam um número oficial de desaparecidos. Entretanto, projeções da Organização das Nações Unidas, apresentadas logo após o desastre, sugerem que até 50 mil pessoas podem ainda não ter sido localizadas, o que mantém elevada a tensão entre os moradores afetados.
Especialistas em sismologia reforçam que a região permanece suscetível a réplicas, embora de menor intensidade, e recomendam que a população siga protocolos de segurança. Equipes técnicas realizam vistorias em pontes, túneis e vias estratégicas para garantir a mobilidade e o fornecimento de insumos básicos a La Guaira e aos municípios vizinhos.
O governo venezuelano afirma que avalia medidas de médio e longo prazo para reconstrução de moradias, reparação de infraestrutura pública e apoio psicológico às vítimas. Enquanto isso, voluntários e profissionais de diversas áreas se organizam para oferecer assistência jurídica, alimentação e acolhimento às famílias impactadas.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.








