O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo), disse nesta terça-feira (30) enxergar “com muita naturalidade” o fato de aparecer nas pesquisas com porcentuais ainda modestos. Para ele, o diagnóstico se explica sobretudo pelo desconhecimento de seu nome fora do território mineiro.
Em levantamento BTG/Nexus divulgado na segunda-feira (29), Zema figura em quinto lugar no cenário de primeiro turno, somando 3% das intenções de voto. Em eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o mineiro marca 38%, ante 48% do petista. O dado foi interpretado pela equipe do Partido Novo como sinal de que há espaço para crescimento à medida que a campanha ganhar visibilidade.
“Eleição, eu tenho dito, é igual a um cardápio de restaurante. Você abre e avalia as opções quando chega ao restaurante. O brasileiro está hoje preocupado em pagar sua conta de energia. (…) Ele só vai se conectar com eleição, com política, bem na época”,
afirmou o pré-candidato, durante conversa com jornalistas em Belo Horizonte.
Segundo Zema, a cautela diante dos números atuais deriva da crença de que o eleitor só muda o foco para a corrida eleitoral quando o calendário espreme o prazo. “Não é agora que as pessoas definem voto”, reforçou.
Com o objetivo declarado de aumentar sua exposição nacional, o mineiro inicia nesta quarta-feira (1º) uma série de compromissos no Nordeste. O roteiro prevê passagem por Salvador para um encontro do Partido Novo na capital baiana. No dia seguinte, 2 de julho, ele desembarca em Fortaleza. Já no sábado (4), Zema segue para Maracanaú, também no Ceará. A agenda deve contemplar entrevistas a rádios locais, reuniões com apoiadores e visitas a polos industriais.
Aliados explicam que a escolha do Nordeste ocorre porque a região concentra grande densidade eleitoral e costuma ser decisiva no segundo turno. Além disso, o pré-candidato quer contrastar seu “estilo de gestão” em Minas com demandas específicas dos estados nordestinos, como segurança hídrica e criação de empregos no interior.
Nos bastidores, integrantes do Novo admitem que recursos financeiros são limitados, mas avaliam que o desempenho de apenas um dígito nas pesquisas não inviabiliza a estratégia. O partido aposta em redes sociais e em viagens enxutas como método para “nacionalizar a pré-campanha” sem comprometer o caixa.
Zema manteve o discurso de que o eleitorado buscará alternativas a projetos considerados tradicionais. Embora reconheça a força de adversários mais conhecidos, ele acredita que o “fator novidade” pode ganhar força quando o debate sair do eixo econômico e migrar para propostas concretas na área de serviços públicos.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.




