O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 1,1%, na comparação com o ano anterior. Apesar do crescimento, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que é a mais fraca recuperação da economia registrada no país. A informação foi divulgada pelo IBGE, nesta quarta-feira (04).
De acordo com Rebeca Palis, coordenadora das Contas Nacionais do IBGE, “são três anos de resultados positivos, mas o PIB ainda não anulou a queda de 2015 e 2016 e está no mesmo patamar do terceiro trimestre de 2013”. Para a coordenadora, a maior contribuição para o avanço do PIB veio do consumo das famílias, com alta de 1,8%.
Em relação aos setores da economia, houve crescimento na agropecuária (1,3%), na indústria (0,5%) e nos serviços (1,3%). O PIB encolheu 3,5% em 2015 e 3,3% em 2016. Em valores atuais, o PIB de 2019 totalizou R$ 7,3 trilhões.
Ainda na indústria (0,5%), a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos cresceu 1,9% em relação a 2018.
Por outro lado, a indústria extrativa caiu 1,1%, afetada pelos prejuízos da Vale após o desastre de Brumadinho (MG). Na agropecuária, os destaques positivos foram as lavouras de milho (23,6%), algodão (39,8%), laranja (5,6%) e feijão (2,2%).
No setor de serviços, destacaram-se os ramos de informação e comunicação (4,1%), atividades imobiliárias (2,3%) e comércio (1,8%). A atividade de administração, defesa,saúde e educação públicas e seguridade social se manteve paralisados durante o ano.
Houve uma desaceleração da economia brasileira no final do ano passado. A desaceleração começou antes do surto de coronavírus. De acordo com os dados economia cresceu 0,5% no quarto trimestre em comparação com o trimestre anterior. Foi o nono resultado positivo consecutivo nessa comparação, mas o número foi menor que o do terceiro trimestre (0,6%), o que indica desaceleração no final do ano.
A despesa de consumo das famílias (2,1%) e a despesa de consumo do governo (0,3%) estão entre os componentes da demanda interna que tiveram expansão. Enquanto a Formação Bruta de Capital Fixo teve variação negativa (-0,4%) em relação a igual período do ano anterior.
Já no setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram 5,1%, assim como as Importações de Bens e Serviços apresentaram variação negativa de 0,2% no 4° trimestre de 2019.
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