O vereador por Aracaju, Fabiano Oliveira (PP), protocolou um Projeto de Lei (PL n° 282/2021), nesta quinta-feira (18), que proíbe o uso e comercialização do cerol na capital sergipana. Emocionado, o parlamentar contou que a vítima que morreu ao ser atingida por linha de cerol no pescoço, nesta terça-feira (16), era sua prima. A declaração foi dada durante o Grande Expediente da Câmara Municipal de Aracaju (CMA), nesta quinta-feira (18).
“Nessa semana eu perdi minha prima, vocês devem ter acompanhado o caso da mulher que morreu vítima de acidente com linha de cerol. O acidente que vitimou a senhora Ana Estela Menezes Oliveira, 51 anos, ocorreu no bairro Coroa do Meio, zona sul de Aracaju, quando ela estava a caminho da casa da mãe. Ela morreu no local”, desabafou.
O parlamentar explicou como o cerol é produzido. “Para quem não sabe, o cerol é uma mistura de cola de madeira com vidro moído que é passado nas linhas dos papagaios e pipas com a intenção de cortar a linha das pipas de outros ‘empinadores’. Esta mistura faz com que a linha se torne uma verdadeira navalha causadora de muitas cicatrizes, mutilações e acidentes fatais. Minha prima foi uma das vítimas!”, ressaltou.
“Também são utilizadas variações de pó cortante, o mais comum é o pó de ferro que tem um agravante por conduzir eletricidade quando toca nos fios de alta tensão provocando choques elétricos, que podem culminar com o óbito de quem solta as pipas”, acrescentou o parlamentar.
De acordo com o vereador, o projeto dispõe sobre a proibição de industrialização, comercialização, armazenamento, transporte, distribuição, manipulação e uso de cerol, “linha chilena” ou de qualquer material cortante utilizado para empinar papagaios, pipas ou semelhantes”.
Leia mais:
Corpo de mulher atingida por linha de cerol é sepultada em Campo do Brito
Mulher morre após ser atingida por linha de pipa com cerol em Aracaju
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









