O Tribunal de Contas da União (TCU) compartilhou documentos referentes ao dinheiro recebido pelo pré-candidato à presidência da República, Sergio Moro (Podemos), na banca de advocacia da Alvarez & Marsal com a Procuradoria-Geral da República (PGR). O Tribunal também pediu ao MPF que decida sobre o pedido imediato dos bloqueios de bens do ex-ministro. A informação foi publicada pela CNN.
Suspeita-se que Moro, como advogado, após deixar o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no governo Bolsonaro, tenha recebido valores de empresas que ele julgou, condenou e avalizou acordos de leniência.
No documento, o ministro Bruno Dantas destaca que a empresa de advocacia não esclareceu se pagou o ex-juiz por serviços prestados para empreiteiras julgadas na Lava Jato. “Não tenho dúvidas de que são fatos que precisam ser mais bem apurados. E é por essa razão que me causa estranheza certa atuação apressada de qualquer peticionante que pretenda interromper o fluxo natural do processo, antes mesmo da conclusão das apurações. É natural que os investigados desejem esse desfecho, mas não os órgãos de investigação, de quem se espera imparcialidade independentemente de simpatias pré-existentes”, disse Dantas.
Questionada pelo AjuNews sobre os impactos do possível bloqueio de bens na pré-candidatura de Moro, a assessoria de imprensa do ex-juiz não respondeu e afirmou que a investigação do TCU já deveria estar arquivada, de acordo com órgãos internos.
“A investigação do TCU, de acordo com órgãos internos, como a Seinfra, já deveria estar arquivada, tendo em vista a ausência de qualquer ilegalidade na prestação de serviço de um cidadão para uma empresa privada. Sergio Moro já reafirmou a licitude de todos os seus atos e a não prestação de serviços para empresas investigadas na Lava Jato; tudo devidamente comprovado por meio de contrato e notas fiscais. A apuração pelo TCU possui vícios processuais graves, devendo ser enfrentados em tempo e modo adequados. Até lá, Sergio Moro segue à disposição para esclarecimentos de quaisquer fatos, apesar dos indícios de utilização das estruturas de Estado para politização de temas afetos aos órgãos de controle”, afirmou em nota enviada ao portal.
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