O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Aracaju (Sepuma) subiu na Tribuna Livre da Câmara Municipal de Aracaju (CMA) e fez algumas denúncias contra a Prefeitura de Aracaju, nesta terça-feira (5). O presidente da entidade, Nivaldo Fernando, levou dados de cada secretaria da gestão municipal com o número de cargos comissionados que estão lotados em cada pasta. “Diante desse triste mosaico, o que pode sobrar para nós servidores?”, disse.
Segundo o presidente, os balancetes da prefeitura não demonstram queda de arrecadação, ao contrário, os próprios dados divulgados pelo Relatório Resumido de Execução Orçamentária da Prefeitura de Aracaju informam que não há queda de receita. “Quer sejam nas suas receitas próprias ou de transferências. No final deste mês deve sair o resultados do 1º quadrimestre de 2022 e vamos observar que não vai ser diferente do último quadrimestre de 2021. Assim, consequentemente, a arrecadação da PMA, com o FPM de janeiro deste ano, foi mais de R$41 milhões de reais”, informou.
“A prefeitura, quando termina de pagar a folha ainda tem um crédito em torno de R$115 milhões de reais. Isso é o que sobra após o pagamento. Como se vê, a saúde financeira da Prefeitura de Aracaju é extraordinária, o que falta é a vontade política da gestão em atender aos anseios e clamores dos servidores.”, finalizou.
Reação dos vereadores
A vereadora Linda Brasil (PSOL) afirmou que há uma falta de respeito com os servidores municipais. “Estamos passando por um momento difícil no Brasil, mas o que acontece aqui em Aracaju é uma falta de respeito com todas as categorias de servidores municipais”.
Já a professora Ângela Melo (PT), falou que o achatamento salarial imposto aos servidores municipais não tem lógica. “Esta pra mim é uma lógica perversa; é a lógica do salário mínimo que não dá pra ninguém se sustentar. E outra, a não perspectiva de um concurso público impacta diretamente no Aracaju Previdência”, explicou.
Justificando como eleitoral, a vereadora Emília Corrêa (Patriota) disse que a lógica eleitoreira permeia os atos da Prefeitura de Aracaju e lamenta que os vereadores da Casa não estejam preocupados com o tema. “Chega ser tão absurdo tudo isso para com todos e para com os servidores que ali estão. CC não é ilegal, mas, nessa desproporcionalidade, é um crime ridiculamente eleitoral. Temos que apelar ao Ministério Público. Isso é crime, não podemos admitir isso, como parlamentares, como partidos, independentemente do nosso lado”.
Ainda na oportunidade, a vereadora Sheyla Galba (Cidadania) disse que sente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) que há sempre uma troca nas direções dos postos. “Fiquei perplexa com o que o senhor falou aqui, estamos estarrecida. Andamos nas UBS’s de Aracaju e notamos justamente isso; 1 mês tem um gerente, no outro tem outro gestor. É um jogo de xadrez e eles brincando com a saúde da população”, lamentou.
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