O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou a criticar o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luiz Edson Fachin, e afirmou que o ministro cometeu um “estupro à democracia” ao se reunir com embaixadores para falar sobre segurança nas eleições.
“O que ele fez essa semana que passou? A política externa é minha e do ministro [das Relações Exteriores Carlos] França. Ele convida em torno de 70 embaixadores e, de forma indireta, ataca a Presidência da República, como um homem que não respeita a Constituição, não respeita o processo eleitoral”, disse Bolsonaro durante pronunciamento no Palácio do Planalto nesta terça-feira (7).
De acordo com a CNN, durante sua fala, o presidente afirmou ainda que, para ele, Fachin “pensa em dar um golpe” para beneficiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro deste ano.
“[Ele] conclui de forma indireta: ‘Seu chefe de estado deve reconhecer o ganhador das eleições para que não haja qualquer questionamento junto à Justiça’. O que é isso se não um arbítrio? Um estupro à democracia?”, disse.
Ainda segundo o chefe do Executivo, ele não vai continuar “vivendo como rato” e afirmou que, como chefe das Forças Armadas, tem a “obrigação de agir”. No entanto, o presidente não deu detalhes.
“Eu sou o chefe das Forças Armadas, nós não vamos fazer papel de idiotas. Eu tenho a obrigação de agir, tenho jogado dentro das 4 linhas [da Constituição], não acham uma só palavra minha, um só gesto, um só ato fora da Constituição. Será que 3 [ministros] do Supremo que podem muito, devem continuar achando que podem tudo? Eu não vou viver como um rato, tem que haver uma reação. Se a população acha que não deve ser dessa maneira, preparem-se para ser prisioneiros sem algemas. O ministro que solta o Lula é o mesmo que está à frente do Tribunal Superior Eleitoral dando as cartas”, afirmou.
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