Um vídeo postado nas redes sociais no último domingo (19), mostra o entregador Thyago Mendes, de 20 anos, sendo xingado por um cliente após ter recusado subir até o apartamento para “completar” a entrega. O caso ocorreu em São Luís (MA), e virou motivo de debate entre usuários do Twitter.
A discussão entre empregado e cliente começou quando Thyago foi fazer uma entrega em um endereço já conhecido pelo estabelecimento onde trabalha. Já conhecendo a postura agressiva do cliente, e já tendo problemas parecidos anteriormente, o motociclista, desta vez, decidiu gravar o delivery e, depois, postar nas redes sociais.
O cliente começa as ofensas xingando Mendes de “vagabundo”. Irritado, argumenta que o motoboy “tem que fazer o serviço completo”. “Meu irmão, você é obrigado a fazer o seu serviço. Deixar na frente do bloco. Isso é serviço seu”, continuou o consumidor.
O cliente chega a telefonar para o estabelecimento em que Thyago trabalha para dizer que a empresa acaba de perder um cliente.
O condomínio em que o consumidor reside, no Jardim Eldorado, não permite a entrada de motoboys para entrega de pedidos. Assim, Thyago teria que deixar a moto na entrada e caminhar com o pacote até o bloco do cliente.
O entregador disse que das outras vezes que levou até o bloco, o cliente não quis descer para buscar. “Ele quer que o motoboy suba lá, no apartamento dele, que é no décimo andar. Mas dessa vez eu disse que não subiria”, explicou.
Para se resguardar da postura agressiva do cliente, o motociclista gravou a entrega. “Sempre posto no Instagram para verem que trabalho não é só só pegar entrega e deixar. Só peço que as pessoas comecem a valorizar mais, e tenham mais consciência das coisas”, destacou o jovem, que trabalha como entregador há um ano e comprou a motocicleta exclusivamente para isso.
Após a repercussão nas redes sociais, internautas discutiram sobre o caso, e ficou de comum acordo que o cliente deve ir de encontro ao entregador para recolher a encomenda.
Quem também entrou na discussão foi Edgar da Silva, presidente da Associação dos Motofretistas de Aplicativos e Autônomos do Brasil (Amabr), explicando que não há lei que obrigue os entregadores a subirem até o apartamento do cliente. Motofretista há 21 anos, ele compara o trabalho de delivery ao de um carteiro, que “leva (a entrega) de um endereço ao outro”.
Dessa maneira, a exigência feita pelo consumidor é descabida e muitas vezes prejudica o profissional que precisa atender outros chamados de entrega.
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









