Durante um evento evangélico, o presidente Jair Bolsonaro (PL) usou expressões homofóbicas e transfóbicas para defender o modelo de família conservador. De acordo com o chefe do Executivo Federal, “Joãozinho seja Joãozinho a vida toda”, e que a família é composta por “homem, mulher e prole”.
Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que durante o governo do ex-presidente Lula (PT), houve uma tentativa de “desconstrução da heteronormatividade”.
“O que nós queremos é que o Joãozinho seja Joãozinho a vida toda. A Mariazinha seja Maria a vida toda, que constituam família, que seu caráter não seja deturpado em sala de aula”, disse o presidente na 35ª Assembleia Geral Ordinária da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleia de Deus do Seta no Maranhão.
Essa não é a primeira vez em que Bolsonaro usa termos preconceituosos para se referir ao “modelo ideal de família” defendido pelo seu governo.
Em 2019, durante café da manhã com jornalistas no Palácio do Planalto, Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil não podia ser um “país de turismo gay”. Na ocasião, ele ainda destacou que “Quem quiser vir aqui [ao Brasil] fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”.
De acordo com a revista Crusoé, a declaração foi dada quando Bolsonaro comentava a decisão do Museu Americano de História Natural de Nova York de não sediar uma homenagem a ele, após o prefeito da cidade, Bill de Blasio, a chamar o presidente de “racista e homofóbico”.
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