A Justiça acatou pedido do Ministério Público Eleitoral (MPE) e cassou os diplomas do prefeito da cidade de Tobias Barreto, Sul de Sergipe, Adilson de Jesus Santos, conhecido como Dilson de Agripino (Cidadania), do vice-prefeito Júlio Cesar Ribeiro Prado (PSD). A decisão alcança o publicitário e jornalista Leonardo Cesar Leal de Oliveira, que está inelegível por uso abusivo dos meios de comunicação social, às vésperas da eleição de 2020.
De acordo com a denúncia feita pelo adversário à época, Diogénes Almeida, ao MPE, Leonardo havia saído da campanha da chapa de Dilson e realizou, próximo do dia do pleito, lives em redes sociais com graves denúncias contra o candidato adversário. Por conta da repercussão das acusações o MPE entendeu que houve beneficiamento para Dilson e seu vice. Eles venceram com uma diferença de 400 votos, o equivalente a 1% do eleitorado.
As decisões da Justiça cabem recurso e Dilson e Cesar permanecem no cargo. O Ajunews buscou o posicionamento da assessoria da prefeitura de Tobias e também com o jornalista Leonardo, mas não obtivemos retorno atá a publicação desta matéria.
Esse não é o primeiro processo sobre uso de meios de comunicação durante as eleições de 2020 que envolve Dilson. Em 2020, a deputada Diná Almeida (PSD) moveu processo contra a chapa de Dilson com a acusação de que ele teria feito uso indevido dos meios de comunicação social. Porém, ao analisar o processo e as peças comprobatórias, o ministro Sérgio Silveira Banhos, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), entendeu que não foi comprovada a gravidade da conduta, fato que é indispensável à configuração da prática de abuso de poder e uso indevido dos meios de comunicação social.
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