São Paulo — A XP deixou de ser acionista do Will Bank logo depois de o Banco Master assumir o controle da fintech, em março de 2024. Segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo, a corretora negociou sua saída do capital social da empresa em troca da compra de certificados de depósito bancário (CDBs) emitidos pela nova controladora, comandada pelo empresário Daniel Vorcaro.
A operação ocorreu em um momento de reorganização societária. Com a aquisição do Will Bank, o Master consolidou sua presença no segmento de varejo digital, enquanto a XP, que era uma das principais parceiras comerciais do banco de Vorcaro, optou por converter sua participação acionária em títulos de renda fixa da própria instituição financeira.
Fontes ouvidas pelo jornal afirmam que o acordo foi fechado logo após a mudança de controle, sinalizando que a corretora buscou reduzir eventuais riscos ligados à transição. Os valores exatos da transação não foram divulgados, mas a estrutura adotada permitiu à XP manter relacionamento financeiro com o Master, agora como credora via CDBs, em vez de acionista do Will Bank.
O movimento antecedeu a crise que afetaria o Will Bank meses depois. Embora detalhes sobre o período turbulento não tenham sido especificados, o negócio fechado em março fez com que a corretora se desvinculasse da operação antes de eventuais repercussões negativas.
Os CDBs adquiridos oferecem rendimento atrelado a indicadores de mercado e contam com a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para valores até o limite previsto em lei. Para o Banco Master, a emissão representou mais uma fonte de captação de recursos após a incorporação da fintech.
A XP, por sua vez, preservou o relacionamento com o grupo de Daniel Vorcaro em outras frentes, já que o Master é considerado um de seus maiores parceiros na distribuição de produtos de renda fixa. Com a reestruturação, a corretora concentrou sua exposição ao conglomerado nos papéis de dívida, enquanto o banco seguiu responsável pela gestão do Will Bank.
Não houve comunicado oficial sobre o percentual inicialmente detido pela XP no capital do Will Bank nem sobre eventuais cláusulas de recompra. Pessoas próximas à negociação destacam que a transação foi concluída de forma consensual e sem disputa societária.
Com a saída, a fintech passou a ter sua estrutura acionária dominada pelo Banco Master, que assumiu integralmente a condução das estratégias comerciais e tecnológicas do negócio, focado em contas digitais e cartões de crédito para pessoas físicas.
Até o momento, nem XP nem Banco Master comentaram publicamente detalhes da operação ou próximos passos para o Will Bank, que continua operando normalmente no mercado de serviços financeiros digitais.
Com informações de Claudiodantas
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









