São Paulo – O BTG Pactual firmou acordo para comprar as fazendas agrícolas pertencentes ao Grupo Handz, conglomerado controlado pelo empresário Washington Umberto Cinel. A transação envolve todos os ativos rurais da companhia, que está em processo de recuperação judicial desde 2023.
O Grupo Handz protocolou o pedido de proteção contra credores em setembro de 2023 e, em março de 2025, obteve na Justiça a aprovação do plano de reestruturação. A negociação com o banco ocorre num momento em que a empresa busca levantar recursos para honrar compromissos assumidos junto ao Judiciário e acelerar a liquidação de dívidas listadas no processo.
Washington Cinel, controlador da Handz, também comanda a Gocil, uma das maiores empresas de segurança privada do país. Mesmo à frente de operações em setores distintos, o empresário concentra a estratégia de recuperação financeira no desinvestimento de áreas consideradas não essenciais, como as propriedades rurais agora adquiridas pelo BTG.
Os valores envolvidos na compra não foram divulgados. Segundo interlocutores próximos às tratativas, a transferência das terras deve ocorrer após o cumprimento de etapas formais determinadas pela Justiça, condição comum em operações envolvendo grupos sob supervisão de recuperação judicial. O acordo não afeta diretamente as atividades da Gocil, que segue fora do processo de reestruturação.
As fazendas vendidas reúnem produção de grãos e pecuária, estruturadas ao longo dos últimos anos para abastecimento do mercado interno. Para o BTG Pactual, a aquisição amplia o portfólio de ativos no agronegócio, segmento que vem recebendo atenção especial do banco.
O plano de recuperação judicial aprovado em março de 2025 prevê a destinação dos recursos obtidos com a venda de ativos para pagamento de credores, custeio de operações remanescentes e fortalecimento do caixa. Com a formalização do contrato, o Grupo Handz espera antecipar parcelas previstas no cronograma definido pela Justiça, reduzindo pressão sobre o fluxo financeiro.
A conclusão da transação depende da homologação final pelo juízo responsável pela recuperação, além do cumprimento de eventuais condicionantes regulatórias.
Com informações de Claudiodantas
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