O Banco Central (BC) divulgou na manhã desta quarta-feira (6) que a caderneta de poupança voltou a registrar retirada líquida de recursos no primeiro mês de 2026. Em janeiro, os saques superaram os depósitos em R$ 23,5 bilhões, confirmando a continuidade do movimento de fuga observado ao longo do ano passado.
De acordo com os números oficiais, as aplicações realizadas pelos poupadores somaram R$ 331,2 bilhões no período. Já os resgates totalizaram R$ 354,7 bilhões, número suficiente para provocar a diferença negativa contabilizada pelo BC.
Além de depósitos e retiradas, o balanço mensal divulgado pela autoridade monetária inclui ainda a remuneração creditada nas contas. Segundo o relatório, os rendimentos acrescentados às cadernetas em janeiro alcançaram R$ 6,4 bilhões. Esse valor, no entanto, não foi suficiente para compensar a predominância de saques registrados ao longo do mês.
O resultado líquido é apurado subtraindo-se o volume de depósitos do total de retiradas. Quando os resgates superam as aplicações, o segmento apresenta saída líquida, como ocorreu neste início de ano. O desempenho de janeiro repete o cenário observado em diversos meses de 2025, período em que a poupança enfrentou sucessivos fluxos negativos.
A estatística divulgada pelo BC consolida informações repassadas por bancos comerciais, caixas econômicas, cooperativas de crédito e demais instituições que operam a modalidade de investimento mais tradicional do país. O levantamento leva em conta todas as movimentações efetivadas entre 1.º e 31 de janeiro.
Mesmo diante da persistente perda de recursos, a poupança permanece entre as aplicações com maior número de investidores, devido à simplicidade de uso e à isenção de imposto de renda para pessoas físicas. Os números recentes, contudo, reforçam a tendência de maior volume de resgates do que de depósitos no curto prazo.
Com a divulgação do balanço de janeiro, o BC inaugura a série de estatísticas de captação da poupança em 2026. Novos dados referentes a fevereiro devem ser apresentados pela autoridade monetária no início de março, seguindo o calendário rotineiro de publicações mensais.
Com informações de Claudiodantas
Siga o AjuNews e entre no nosso grupo de notícias de Aracaju.









