Investidores pessoas físicas e empresas que mantêm aplicações no Grupo Fictor confirmaram a criação da Associação de Credores da Fictor Invest (ACFictor). A nova entidade será apresentada oficialmente na próxima segunda-feira, 9, e nasce com o propósito de centralizar a cobrança de valores que, somados, chegam a aproximadamente R$ 4 bilhões.
De acordo com os organizadores, a iniciativa busca reunir em um único canal os prejudicados pelo conglomerado, garantindo representação coletiva na tentativa de recuperar os recursos aplicados. O anúncio foi feito nesta semana, depois que o próprio Grupo Fictor protocolou um pedido de recuperação judicial.
Segundo os idealizadores da ACFictor, a atuação conjunta é vista como essencial para acompanhar cada etapa do processo e para analisar, de forma detalhada, a documentação apresentada pela empresa ao Judiciário. A expectativa do grupo é avaliar a viabilidade do plano que venha a ser submetido pela Fictor e, se necessário, apresentar contestação ou sugestões de ajustes que preservem os direitos dos credores.
O montante de R$ 4 bilhões corresponde às aplicações financeiras retidas e a outros valores que, na visão dos investidores, precisam ser ressarcidos. A associação pretende mapear todos os contratos firmados com o Grupo Fictor, levantando dados que sustentem o cálculo exato da dívida e permitam dimensionar o impacto da eventual recuperação judicial.
Com o lançamento marcado para o dia 9, a ACFictor passará a receber cadastros de interessados em participar da entidade. O objetivo é consolidar uma lista abrangente dos credores, fornecendo orientações padronizadas sobre apresentação de documentos, prazos processuais e demais providências necessárias.
Diante da complexidade do caso, os organizadores afirmam que a união dos investidores é o caminho para evitar decisões isoladas que possam enfraquecer a posição dos credores frente à empresa. A associação reforça que todas as medidas serão conduzidas de forma coordenada, seguindo a legislação aplicável e respeitando os prazos definidos pela Justiça.
O pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor será examinado em primeira instância, e a ACFictor pretende acompanhar o andamento logo após a instalação oficial. Até lá, a orientação é de que cada investidor reúna comprovantes de aplicação, extratos e demais documentos que demonstrem o valor a ser reivindicado.
Os organizadores ressaltam que a entidade não tem fins lucrativos e funcionará exclusivamente para representar os interesses dos credores afetados pelo possível calote bilionário. A diretoria provisória será anunciada durante o lançamento, juntamente com o estatuto social e as primeiras diretrizes de atuação.
Com informações de Claudiodantas
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