A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) iniciou nesta segunda-feira, 9 de outubro, uma nova investigação administrativa envolvendo o Banco Master, a gestora de recursos Reag e outras empresas ligadas ao caso. O procedimento foi determinado depois de deliberação do Comitê de Gestão de Riscos (CGR) da autarquia, realizada na última sexta-feira, 6 de outubro.
A decisão culminou na criação de um Grupo de Trabalho (GT) responsável por conduzir todas as etapas da apuração. Esse colegiado interno vai reunir documentos, analisar operações e verificar o cumprimento das normas do mercado de capitais pelos participantes sob investigação. Conforme previsto nos regulamentos da CVM, a constituição de um GT indica a necessidade de acompanhamento contínuo e especializado, dada a complexidade ou a relevância dos fatos examinados.
O Banco Master e a Reag já vinham sendo mencionados em processos anteriores, razão pela qual o órgão de supervisão resolveu aprofundar as verificações. A abertura de uma nova análise administrativa não implica culpa prévia, mas permite à CVM coletar informações, ouvir envolvidos e, se for o caso, propor sanções previstas em lei. Entre as medidas possíveis estão advertências, multas e, em casos extremos, a inabilitação de administradores para atuar no mercado.
O cronograma de trabalho, bem como o escopo exato das diligências, não foi detalhado. No entanto, assim que o GT concluir a fase de instrução, o relatório será encaminhado às áreas técnicas competentes. Posteriormente, o material segue para avaliação do colegiado da autarquia, instância que decide sobre eventual abertura de processo sancionador ou arquivamento.
Até o momento, Banco Master e Reag não se manifestaram publicamente sobre a iniciativa do regulador. A CVM também não divulgou prazo para a conclusão da apuração, mas ressaltou que manterá o mercado informado de fatos relevantes que possam afetar investidores.
O procedimento aberto nesta segunda-feira reforça o esforço do regulador em acompanhar operações consideradas sensíveis e preservar a integridade do sistema financeiro nacional, condição essencial para a confiança de investidores e agentes econômicos.
Com informações de Claudiodantas
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