O Conselho de Administração do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) aprovou ontem (10) um plano emergencial destinado a recompor o caixa da entidade depois do impacto causado pela liquidação do Banco Master, instituição controlada por Daniel Vorcaro.
De acordo com a deliberação, o FGC passará a receber antecipadamente o equivalente a cinco anos de contribuições ordinárias de seus bancos associados. O montante será recolhido em três parcelas mensais, mecanismo que buscará elevar rapidamente o nível de liquidez do fundo.
Com a medida, a entidade pretende assegurar recursos compatíveis com os riscos do sistema financeiro brasileiro até o término do primeiro trimestre. A avaliação do conselho é que a liquidez adicional é necessária para enfrentar o efeito imediato provocado pelo processo de liquidação do Banco Master.
Na prática, a antecipação das contribuições significa que as instituições financeiras vinculadas ao FGC concentrarão em 90 dias os valores que normalmente seriam aportados ao longo de um quinquênio. O desenho aprovado prevê que, ao final do pagamento da terceira parcela, o fundo volte a receber as contribuições regulares nos prazos previstos originalmente.
O plano emergencial foi discutido e votado em reunião realizada na data de ontem. Segundo o conselho, o cronograma de três parcelas foi considerado o formato mais adequado para equilibrar a necessidade de caixa urgente do FGC e a capacidade de pagamento dos bancos, evitando pressões excessivas de curto prazo sobre o setor.
O FGC informa que continuará acompanhando a evolução do cenário após a liquidação do Banco Master, ajustando eventuais estratégias se houver mudanças no nível de risco sistêmico. A prioridade, reforça a entidade, é manter a solidez do mecanismo de proteção e garantir que a liquidez permaneça em patamar considerado seguro até o fim do primeiro trimestre.
Com informações de Claudiodantas
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