Uma operação de crédito no valor aproximado de R$ 3,6 bilhões, associada à petroquímica Braskem, foi apontada por fontes do mercado como o principal fator responsável pela elevação do índice de inadimplência do Banco do Brasil (BB) no quarto trimestre do ano passado. A informação foi divulgada pelos serviços de notícias Broadcast e pelo jornal Folha de S. Paulo.
De acordo com esses veículos, a suposta inadimplência teria pesado de forma decisiva na deterioração da carteira de crédito do BB nos três últimos meses de 2023. Embora o balanço completo da instituição financeira já tenha sido disponibilizado ao mercado, as fontes ouvidas destacam que a exposição específica ligada à Braskem é apontada internamente como a causa mais relevante para o salto observado nos indicadores de risco.
O episódio envolve um contrato de financiamento que, segundo analistas consultados por Broadcast e pela Folha, somaria cerca de R$ 3,6 bilhões. Ainda conforme esses relatos, o não pagamento desse montante acabou repercutindo diretamente nas métricas de qualidade da carteira do Banco do Brasil, refletindo-se no aumento das provisões para perdas e na piora do índice de inadimplência medido no encerramento do quarto trimestre.
A Braskem, listada na B3 e uma das maiores produtoras de resinas termoplásticas das Américas, não se manifestou publicamente sobre o tema até a última atualização feita pelos dois veículos de imprensa. Já o Banco do Brasil, controlado pela União e com capital aberto, limitou-se a divulgar o resultado trimestral, que evidenciou o crescimento da inadimplência, mas não detalhou nominalmente quais operações motivaram a elevação desse indicador.
Fontes do setor ouvidas em condição de anonimato afirmaram que, internamente, a exposição à petroquímica é tratada como o elemento mais sensível do período. Entretanto, tanto o banco quanto a empresa permanecem sem comentários oficiais a respeito da alegada falta de pagamento.
O assunto continua a ser acompanhado de perto pelos investidores, enquanto aguardam eventuais esclarecimentos adicionais por parte das companhias envolvidas.
Com informações de Claudiodantas
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