Uma pesquisa do instituto Quaest divulgada na quarta-feira (12) indica que a maior parte da população ainda não percebeu benefícios diretos da última ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR). De acordo com o levantamento, 67% dos entrevistados responderam que a mudança, válida para quem recebe até R$ 5 mil por mês, não trouxe vantagens financeiras nem para si nem para seus familiares.
Entre os participantes do estudo, apenas 30% declararam ter sido contemplados pela nova política tributária. A pergunta feita pelo instituto foi: “Essa isenção beneficiou você ou sua família diretamente ou não?”. O resultado mostra que mais de dois terços dos consultados continuam sem notar qualquer impacto positivo.
A atualização na tabela do IR, anunciada pelo governo federal, elevou o limite de rendimentos isentos com a promessa de ampliar o poder de compra dos trabalhadores de menor renda. Apesar disso, os dados da Quaest revelam uma percepção distinta entre a maioria dos brasileiros ouvidos.
O instituto não detalhou, na divulgação resumida, o número total de entrevistados, a margem de erro ou o período exato de coleta das respostas. Ainda assim, os percentuais apresentados oferecem um retrato sobre como a medida é percebida pouco tempo após sua implementação.
Segundo o governo, a nova faixa de isenção alcança salários de até R$ 5 mil mensais quando consideradas deduções automáticas previstas na legislação. Na prática, a mudança busca reduzir a carga tributária de quem ganha menos, mas, conforme o levantamento, boa parte da população afirma não ter sentido reflexos no orçamento doméstico.
Além de questionar o benefício direto, o instituto não divulgou outros recortes demográficos ou regionais relacionados à percepção da medida. Não há, por exemplo, informações públicas sobre diferenças no índice de aprovação entre faixas etárias ou níveis de escolaridade.
Dessa forma, o levantamento da Quaest reforça que a alteração no Imposto de Renda, embora destinada a favorecer contribuintes com renda mais baixa, ainda não é reconhecida pela maior parcela dos brasileiros ouvidos na sondagem.
Com informações de Claudiodantas
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