A Receita Federal informou nesta quinta-feira (24) que a arrecadação de impostos, contribuições e outras receitas administradas pela União totalizou R$ 325,8 bilhões em janeiro de 2026. O montante representa o maior valor mensal já observado desde o início da série histórica do órgão, em 1995, superando todos os registros dos últimos 32 anos.
Segundo a divulgação, os resultados englobam o desempenho de tributos federais recolhidos no primeiro mês do ano sob o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em termos reais, ou seja, após o desconto da inflação, o patamar alcançado também se mantém como o mais elevado de todo o período analisado pelo Fisco.
A série histórica da Receita Federal começa em 1995 e, desde então, acompanha mensalmente a entrada de recursos provenientes de impostos e contribuições sociais. Até o anúncio desta manhã, nenhuma outra apuração havia ultrapassado a marca verificada em janeiro de 2026, o que consolida o novo recorde nominal e real de arrecadação.
O número divulgado nesta quinta-feira reúne as receitas que chegam ao Tesouro Nacional e que são fundamentais para o custeio de políticas públicas, pagamento de benefícios sociais e cumprimento de obrigações do governo federal. Ainda que o informe não detalhe o comportamento individual de cada tributo, a Receita destacou que o resultado agregado reflete a soma de todos os recolhimentos efetuados no período.
O recorde obtido no primeiro mês de 2026 reforça a trajetória de alta observada recentemente nas entradas de caixa do governo, tendência que vinha sendo acompanhada de perto por analistas e autoridades fiscais. Com o dado de janeiro, o governo passa a trabalhar com uma base mais robusta ao elaborar estimativas de resultado primário e metas de arrecadação para os próximos meses, mantendo atenção ao desempenho da atividade econômica e ao comportamento da inflação.
Os valores oficiais foram disponibilizados no sistema da Receita Federal e apresentados em coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 24 de fevereiro. O órgão não informou, nesta divulgação, projeções para os meses seguintes.
Com informações de Claudiodantas
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