O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, 26, a ampliação do limite de crédito que os Correios poderão contratar com garantia da União. A autorização acrescenta mais R$ 8 bilhões ao montante já liberado anteriormente e faz o pacote de ajuda à estatal alcançar R$ 20 bilhões.
Com a decisão, a empresa passa a ter permissão formal para buscar, no sistema financeiro, novos empréstimos respaldados pelo Tesouro Nacional. A cobertura da União reduz o risco para as instituições credoras e, na prática, assegura condições de financiamento consideradas essenciais para manter as atividades da companhia.
O novo volume de recursos foi solicitado pelo Ministério das Comunicações como parte de um plano emergencial destinado a enfrentar a crise financeira que atinge a estatal. De acordo com dados apresentados ao colegiado, os Correios acumulam prejuízos inéditos em sua história recente, resultado do aumento de custos operacionais e da queda nas receitas com serviços postais tradicionais.
O primeiro aval do CMN, concedido anteriormente, havia fixado o teto de garantias federais em R$ 12 bilhões. Agora, com o acréscimo de R$ 8 bilhões, completa-se o valor de R$ 20 bilhões estabelecido pelo governo para reforçar o caixa da companhia, preservar empregos e evitar interrupções no atendimento à população.
A deliberação ocorreu durante reunião ordinária do órgão, formado por representantes dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, além da diretoria do Banco Central. Segundo a ata da sessão, o aval extra foi considerado imprescindível diante da “situação financeira crítica” relatada pela administração dos Correios.
Embora o CMN tenha autorizado o aumento do limite, cada operação de crédito ainda precisará ser negociada diretamente pela estatal com bancos públicos ou privados. As condições — como prazo, taxa de juros e garantias — serão definidas caso a caso, respeitando as diretrizes de endividamento fixadas pelo governo federal.
A expectativa da direção da empresa é iniciar, nas próximas semanas, conversas com as principais instituições financeiras do país para estruturar as primeiras captações sob a nova margem de garantia. Os recursos deverão ser utilizados prioritariamente para pagamento de fornecedores, investimentos em modernização de centros de distribuição e recomposição do capital de giro.
O Ministério das Comunicações afirmou, em nota, que o reforço de crédito “é passo fundamental para assegurar a sustentabilidade dos Correios” e reforçou que a estatal continua executando um programa interno de ajustes para reduzir despesas e ampliar receitas.
Com o aval suplementar, o governo espera dar fôlego temporário à companhia enquanto avalia alternativas de longo prazo para recuperar a saúde financeira do serviço postal público.
Com informações de Claudiodantas
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