A Secretaria de Estado da Saúde (SES) promoveu, nesta terça-feira, 24, o primeiro Colegiado da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) de Sergipe em 2026, encontro que reuniu gestores municipais e estaduais com o objetivo de qualificar e integrar os serviços públicos de saúde mental.
Organizado pela Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes) e pela Coordenação Estadual de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Cesmad), o evento contou com palestras, informes, indução de políticas e apresentação de experiências exitosas.
“Esse é o primeiro colegiado do ano, onde reunimos diversos atores e gestores que fortalecem a Rede de Atenção Psicossocial de Sergipe. A troca de experiências ajuda a garantir que as pessoas com necessidades em saúde mental recebam o cuidado adequado e contínuo que precisam”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Jardel Mitermayer.
Programação e temas em destaque
Durante a reunião foram apresentados o programa TeleNordeste, caminhos para ampliar o acesso à Raps e o Relatório Analítico da Equipe de Avaliação e Acompanhamento das Medidas Terapêuticas Aplicáveis à Pessoa com Transtorno Mental em Conflito com a Lei (EAP).
“Trouxemos representantes do Ministério da Saúde, da Atenção Primária e da Atenção Especializada para apresentar projetos e informes. Temos ainda dois programas: um para qualificação de gestores da Raps e outro para valorização dos profissionais dos Centros de Atenção Psicossocial (Caps)”, explicou a coordenadora estadual de Saúde Mental da Daes, Suely Matos.
Desinstitucionalização e inclusão
A consultora técnica do Ministério da Saúde, Andrea Domanico, conduziu debate sobre a ampliação do acesso e a desinstitucionalização dos serviços.
“A desinstitucionalização incentiva a criação de serviços mais humanizados, capazes de atender à diversidade da sociedade, como população LGBTQIAPN+, pessoas em situação de rua, mulheres vítimas de violência e usuários com dependência de drogas ou vício em jogos”, destacou.
Uso da telessaúde
O TeleNordeste, iniciativa que qualifica equipes da Estratégia de Saúde da Família por meio da telessaúde, também foi detalhado.
“Dentro da perspectiva da Raps, o TeleNordeste é muito positivo porque facilita o acesso do usuário aos serviços de atenção especializada em saúde mental”, avaliou a referência técnica do programa em Sergipe, Rayssa Didou.
Troca de experiências municipais
Para gestores municipais, o colegiado representa oportunidade de aprimoramento.
“O evento reúne gestores de todos os municípios sergipanos, permitindo construir uma saúde mental mais justa e com mais equidade para todos os usuários”, resumiu o coordenador do Caps Vera Lúcia Ferreira da Cruz, de Campo do Brito, Danilo Góis.
Fonte: Saude.se.gov
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