O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), vinculado à Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), mantém monitoramento sistemático da água utilizada por clínicas de diálise em todo o estado, assegurando a proteção de pacientes que dependem do procedimento de hemodiálise.
Responsável por análises microbiológicas e físico-químicas, o Lacen atua para evitar que contaminantes químicos ou biológicos atinjam a corrente sanguínea dos usuários, prevenindo complicações graves.
“Esse trabalho garante que a água utilizada nos procedimentos de hemodiálise esteja dentro dos padrões exigidos, reduzindo riscos e assegurando mais qualidade e segurança no atendimento”,
destacou o superintendente do Lacen, Cliomar Alves.
Parâmetros avaliados
No campo microbiológico, a equipe verifica a presença de bactérias heterotróficas e endotoxinas capazes de provocar febre, calafrios ou até septicemia. Já nas análises físico-químicas, são mensurados níveis de alumínio, flúor, cloro, cálcio e magnésio, substâncias que, em excesso, podem causar intoxicações, náuseas e vômitos.
Conformidade com normas da Anvisa
O trabalho atende aos requisitos da RDC nº 11/2014 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que estabelece padrões de potabilidade e pureza da água usada no tratamento dialítico. Como suporte técnico da Vigilância Sanitária Estadual, o Lacen contribui para identificar irregularidades e, quando necessário, orientar medidas corretivas ou a interdição de serviços que representem risco à saúde pública.
Resultados recentes
Segundo o laboratório, 17 amostras de água de clínicas de diálise foram analisadas em 2025. Neste ano, outras quatro amostras já passaram pelos ensaios, indicando a continuidade do acompanhamento.
Fonte: Saude.se.gov
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