O presidente Luiz Inácio Lula da Silva contestou, nesta quinta-feira (2), as objeções ao Pix registradas no Relatório de Estimativa do Comércio Nacional de 2026, publicado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). Durante cerimônia do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Salvador, Lula destacou que o sistema de pagamentos instantâneos, desenvolvido pelo Banco Central (BC), continuará sendo aperfeiçoado para atender aos brasileiros.
“O Pix é do Brasil e ninguém vai fazer a gente mudar o Pix, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira”, afirmou o presidente.
No documento norte-americano, empresas dos Estados Unidos alegam que o Banco Central confere tratamento preferencial ao Pix em detrimento de outros meios de pagamento. O texto cita a exigência de que instituições financeiras com mais de 500 mil contas disponibilizem o sistema aos clientes, apontando possível desvantagem para prestadores de serviços eletrônicos de pagamento dos EUA.
No ano passado, o governo de Donald Trump abriu investigação interna sobre práticas comerciais do Brasil consideradas “desleais”, incluindo o Pix. À época, especulou-se que a medida estivesse relacionada à autorização do BC ao sistema em 2020, vista como preferência sobre o WhatsApp Pay, ligado à empresa Meta, do empresário Mark Zuckerberg, aliado de Trump. O Ministério das Relações Exteriores respondeu que o Pix prioriza a segurança do sistema financeiro sem discriminar empresas estrangeiras.
Lançado oficialmente em 16 de novembro de 2020, o Pix vinha sendo estudado desde maio de 2018 e, segundo o Itamaraty, segue modelo neutro administrado pelo Banco Central, similar a iniciativas testadas por outros bancos centrais, como o Federal Reserve.
Entrega do VLT e despedida de Rui Costa
Em Salvador, Lula também visitou as obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que opera em fase de testes e soma R$ 1,1 bilhão em investimentos federais. Na ocasião, foram autorizados editais e estudos para a futura ampliação do sistema.
O evento marcou ainda o último ato de Rui Costa à frente da Casa Civil. O ministro deixa o cargo nesta quinta-feira para disputar uma vaga no Senado. A secretária-executiva da pasta, Miriam Belchior, assume interinamente.
Fonte: Agência Brasil
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