O Centro de Referência de Imunobiológicos Especiais (Crie) Sergipe, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (SES), oferece vacinas e esquemas diferenciados para pessoas com condições clínicas específicas, como imunodeprimidos, pacientes oncológicos, transplantados, crianças prematuras e indivíduos com comorbidades. Além da assistência direta, o serviço funciona como suporte técnico para equipes da rede pública, fortalecendo a segurança e a qualidade da imunização desses grupos vulneráveis.
Vacinas fora da rotina básica
A enfermeira Cristina Melo explicou que o Crie disponibiliza imunizantes que não integram o calendário convencional das Unidades Básicas de Saúde, entre eles as vacinas pneumocócicas 13 e 23, hepatite A, poliomielite inativada, HIB e formulações acelulares.
“Esses imunobiológicos garantem uma proteção mais específica, segura e eficaz para quem mais precisa”,
ressaltou.
Proteção contra o vírus sincicial respiratório
Outro diferencial da unidade é a profilaxia contra o vírus sincicial respiratório (VSR) com anticorpo monoclonal. A medida é destinada a crianças prematuras de até 36 semanas e 6 dias, com idade máxima de 5 meses e 29 dias, e a menores de 2 anos com comorbidades, atendimento realizado exclusivamente pelo Crie.
Percepção dos usuários
A aposentada Maria Luiza dos Anjos, de 74 anos, destacou a importância do serviço.
“A vacinação ajuda a prevenir e a evitar o agravamento de doenças, garantindo mais proteção no dia a dia. Sempre que tem vacinação, faço questão de participar”,
afirmou.
Atendimento e orientações técnicas
O centro assiste, em média, 850 pacientes por mês e aplica cerca de 1.100 doses no mesmo período. O público-alvo inclui pessoas com histórico de alergia grave a ovo (para a vacina contra febre amarela), a componentes de vacinas ou que necessitam de imunobiológicos inexistentes na rotina convencional. O Crie também fornece orientações específicas de imunização, apoio técnico a profissionais de saúde e avaliação de ESAVIs (Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização).
Fonte: Saude.se.gov
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