O estado de Sergipe tem vivido dias péssimos em sua história recente com indicadores catastróficos no fornecimento de água e sustentabilidade social para sua população, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e do Centro de Liderança Pública, divulgados em abril de 2026.
No levantamento da PNAD é apresentado que, em 2016, o estado tinha cerca de 620 mil domicílios ligados à rede geral de distribuição de água. Desse total, 507 mil com abastecimento diário, ou seja, 81,6% das residências recebiam água da rede.
Porém, em 2025, 773 mil domicílios sergipanos tinham acesso à rede geral, mas somente 501 mil recebiam o fornecimento todos os dias. Sem água nas torneiras e em meio as manifestações os sergipanos passaram a carregar água de poços, lagoa e bicas para como meio de suprir suas necessidades diárias.
Uma reportagem da Revista Mangue Jornalismo traz que pela segunda vez apenas em abril vazamentos em adutoras interrompem o abastecimento em larga escala. Num histórico recente amplia o quadro: em setembro do ano passado, mais de 880 mil moradores de Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e de cerca de 44 bairros de Aracaju ficaram sem água.
Para atenuar à crise, a Agrese suspendeu cobrança por tarifa mínima nos municípios atendidos pela Iguá Sergipe o que não aconteceu em setembro de 2025 quando 880 mil sergipanos ficaram sem água em pelo menos três municípios.
A falta de água também compromete outro indicador importante que é o pilar de Sustentabilidade Social, onde governos estaduais precisam reduzir vulnerabilidades e ampliar o acesso a direitos fundamentais. De acordo com o Centro de Liderança Pública, Sergipe é o 18º colocado entre as 27 unidades federativas ranking nacional de Sustentabilidade Social.
O estudo traz que mais do que renda, a análise considera múltiplas dimensões do bem-estar social, com foco especial nos grupos mais vulneráveis. Com peso de 11,7% no ranking, o segundo maior entre todos os pilares, a Sustentabilidade Social avalia indicadores de saúde, pobreza, condições de moradia, saneamento básico e promoção do trabalho decente.
Esses fatores revelam o quanto os estados conseguem oferecer qualidade de vida, reforçar a autonomia dos indivíduos e ampliar as oportunidades de inserção econômica. O Ranking de Competitividade dos Estados busca destacar as unidades da federação mais competitivas. Por isso, as cores do mapa indicam, com maior intensidade, os estados mais bem posicionados.
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