Em 01/06/2026, o Ministério do Turismo apresentou em Xangai, na China, a edição em mandarim do Guia de Investimentos em Turismo no Brasil. O documento, que já circulava em português e inglês, passa agora a dialogar diretamente com empresários chineses, um público considerado estratégico pela pasta.
O guia reúne uma carteira estimada em cerca de US$ 4,5 bilhões distribuídos por todas as regiões do país. Entre as frentes listadas estão hotelaria de alto padrão, modernização de infraestrutura turística, implantação de parques temáticos, expansão de roteiros de cruzeiros e projetos ligados ao turismo de natureza.
A tradução faz parte do calendário do Ano Cultural Brasil-China 2026, que marca os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países. A escolha de lançar o material em Xangai reflete o peso da cidade como centro financeiro e polo de conexões aéreas para outros mercados asiáticos.
“A estratégia mira um dos mercados mais relevantes do turismo, já que a China figura entre os maiores emissores de turistas no mundo e a presença dos viajantes chineses tem aumentado consideravelmente no Brasil”, afirmou o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, durante o evento.
Segundo o ministro, falar a língua do potencial investidor reduz barreiras culturais e cria um ambiente mais favorável a negócios de longo prazo.
“Falar a língua do nosso parceiro é um gesto de aproximação. O turismo pode ser uma ponte para ampliar negócios, para o intercâmbio cultural e para investimentos de longo prazo”, acrescentou Feliciano.
O material detalha condições de financiamento, incentivos fiscais e exigências regulatórias para cada tipo de empreendimento. Entre os destaques está o Polo Turístico Cabo Branco, na Paraíba, classificado pelo governo como o maior complexo turístico planejado do Nordeste. O polo conta com 35 lotes destinados a resorts, parque aquático, áreas de entretenimento e espaços comerciais.
Também aparecem no catálogo projetos de revitalização de marinas no litoral sul-baiano, concessões de parques nacionais na região Norte e parcerias público-privadas para modernizar centros de convenções em capitais do Sudeste.
Autoridades brasileiras ressaltaram que a ampliação dos fluxos de turistas chineses depende, além de investimentos, de conectividade aérea, facilitação de vistos e ações de promoção integrada. A equipe do ministério informou que trabalha com companhias aéreas para ampliar o número de voos diretos entre os dois países.
Além de indicar oportunidades, o guia apresenta estudos de caso de empreendimentos estrangeiros já instalados no Brasil, com ênfase nos retornos financeiros e na geração de empregos locais. A expectativa oficial é de que a publicação funcione como catalisador de novas parcerias, contribuindo para diversificar a oferta turística brasileira e fortalecer cadeias produtivas regionais.
O documento em mandarim ficará disponível em versões impressa e digital distribuídas a câmaras de comércio, bancos de desenvolvimento e redes hoteleiras da Ásia. O Ministério do Turismo pretende lançar edições em coreano e japonês ainda em 2026, acompanhando a meta de atrair mais capital estrangeiro para o setor.
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