Com o prazo de registro encerrado no sábado (15), o TSE registrou 1.624 candidaturas do PL até as 19h30. MDB tem 1.386; Republicanos, Novo e Podemos somam 1.286, 1.284 e 1.212; lista pode ser atualizada.
A campanha para as eleições de 2026 começou oficialmente neste domingo (16), e os dados mais recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o Partido Liberal (PL) é a legenda com o maior número de postulantes às urnas neste ano. Às 19h30 de sábado (15), momento do encerramento do prazo para registro, a base do TSE contabilizava 1.624 candidaturas vinculadas ao PL. O órgão eleitoral ressalta que a lista ainda passará por atualizações nos próximos dias.
Em segundo lugar no ranking aparece o MDB, com 1.386 nomes, seguido por Republicanos (1.286), Novo (1.284) e Podemos (1.212). O Partido dos Trabalhadores (PT) ocupa a sétima posição, somando 1.095 registros. O volume expressivo de candidatos lançados pelo PL reflete, em parte, a robustez de seus recursos: dos quase R$ 5 bilhões destinados ao fundo eleitoral, cerca de R$ 881,7 milhões foram repassados à sigla, valor que será distribuído internamente entre postulantes a cargos proporcionais e majoritários.
No Congresso Nacional, a estratégia liberal também se destaca. A legenda inscreveu 534 concorrentes a deputado federal, o maior número entre todos os partidos, além de 33 nomes para o Senado. Atualmente, o partido detém as maiores bancadas tanto na Câmara quanto no Senado, e a aposta massiva busca manter — e, se possível, ampliar — essa presença legislativa a partir de 2027.
O movimento se repete nas esferas estaduais. Para as Assembleias Legislativas e para a Câmara Legislativa do Distrito Federal, o PL registrou 977 aspirantes a deputado estadual ou distrital. MDB (851), Republicanos (770) e Podemos (724) completam a lista de quatro agremiações com as maiores chapas para esses cargos.
Quanto aos governos estaduais, o partido de direita inscreveu 13 pretendentes. O PCO, entretanto, lidera essa disputa específica, com 18 candidaturas a governador. Em seguida vêm UP e PSTU, formações que, segundo analistas, tradicionalmente recorrem a um número elevado de nomes no Executivo para ampliar visibilidade. Já o PT registrou 12 nomes para chefia de governos estaduais.
Regras eleitorais vigentes determinam que cada sigla pode registrar um total de candidatos equivalente a 100% mais um do número de vagas em disputa para cada cargo, o que estabelece um teto claro para o volume de inscrições. Ainda assim, a multiplicidade de nomes do PL demonstra uma aposta na capilaridade regional e no reforço de seu peso parlamentar.
Embora o levantamento do TSE seja provisório, ele já oferece um panorama da correlação de forças para o pleito que movimentará cerca de 150 milhões de eleitores em outubro. Conforme o calendário da Justiça Eleitoral, pedidos de impugnação, análise de documentos e eventuais substituições de candidatos devem ocorrer até setembro. Dessa forma, a configuração final das chapas poderá sofrer ajustes, mas a liderança numérica do PL sinaliza sua intenção de disputar cada espaço possível no tabuleiro político de 2026.
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