Participantes dos grupos Senhor do Bonfim e Serenidade apresentaram, na quinta-feira, 20, o resultado de oficinas de teatro realizadas em parceria com estudantes da UFS.
Depois de dois meses de ensaios, descobertas e troca de experiências, o Centro de Referência de Assistência Social (Cras) João de Oliveira Sobral, no bairro Santos Dumont, foi palco, na tarde de quinta-feira, 20, de uma apresentação cultural protagonizada pelos Grupos Intergeracionais do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) Senhor do Bonfim e Serenidade.
A atividade marcou a conclusão do projeto teatral “Troca de Saberes – Teatro, Convívio e Memórias”, desenvolvido por estudantes do curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal de Sergipe (UFS), por meio da disciplina de Estágio IV, em parceria com o Cras. Desde junho, os universitários Hemerson Leandro dos Santos, Myrelle Farias e Samara Ribeiro dos Santos conduziram oficinas semanais, utilizando o teatro como ferramenta de expressão, convivência e valorização das memórias.
Mais de 40 pessoas acompanharam a apresentação, entre participantes dos Serviços de Convivência, familiares, equipe técnica da unidade e estudantes da UFS envolvidos na construção do projeto. Dividida em três momentos, a programação começou com “Memórias em cena”, sequência de monólogos escritos e interpretados pelos próprios integrantes dos grupos, a partir de lembranças marcantes da infância.
Em seguida, o público foi convidado a participar de um momento musical, com canções escolhidas pelos integrantes. Para encerrar a tarde, o grupo apresentou “Feira da Confusão”, peça original construída coletivamente durante as oficinas.
Integrante do Grupo Senhor do Bonfim e protagonista da peça, Eunice Leite Messias afirmou que a experiência representou a realização de um desejo antigo. Foi a primeira vez que ela participou de uma apresentação teatral. “Foi maravilhoso poder participar dessa ação. Nunca assisti a uma peça que não fosse por meio da televisão. Eu amo teatro e sempre tive muita vontade de assistir pessoalmente”, contou.
Para os estudantes responsáveis pelas oficinas, a iniciativa também teve significado especial. Hemerson Leandro dos Santos explicou que a proposta da disciplina é aproximar o teatro de outros espaços e públicos. “Essa disciplina acontece justamente com o intuito de levar o teatro para fora do ambiente acadêmico. Então, é muito gratificante poder realizar essa peça com as meninas aqui do Cras”, afirmou.
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