A Anvisa manda recolher todos os lotes do NotShake Protein: morango com tâmara, baunilha com coco, chocolate e café caramelo. A resolução saiu no DOU (16) e, segundo a agência, não constam como suplementos.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento do produto NotShake Protein, fabricado pela NotCo Brasil Distribuição e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. A resolução foi publicada nesta quarta-feira (16) no Diário Oficial da União.
Produtos afetados — NotShake Protein
- NotShake Protein Morango com Tâmara
- NotShake Protein Baunilha com Coco
- NotShake Protein Chocolate
- NotShake Protein Café Caramelo
Segundo a Anvisa, a medida atinge todos os lotes desses itens. A agência informou que os produtos não estão notificados como suplementos alimentares e que os estudos apresentados foram considerados insuficientes para demonstrar a manutenção das características dos produtos durante todo o prazo de validade. Também foi apontada a inadequação da alegação de zero lactose.
“Os produtos não são notificados junto à Anvisa como suplementos alimentares. Além disso, há insuficiência dos estudos apresentados para demonstrar a manutenção das características dos produtos durante todo o prazo de validade e a inadequação da alegação zero lactose”,
Além do recolhimento, a Anvisa proibiu a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso dos produtos listados. A redação entrou em contato com a NotCo Brasil Distribuição e Comércio de Produtos Alimentícios Ltda. e aguarda posicionamento da empresa.
Produto à base de Aloe vera também teve recolhimento determinado
- Aloe Care – Cranberry Flavored Aloe Vera Gel — Biodis Industrial Ltda.
A agência determinou também o recolhimento do produto Aloe Care – Cranberry Flavored Aloe Vera Gel, da Biodis Industrial Ltda. A resolução que trata desse produto consta no Diário Oficial da União.
“O item é vendido com produto que contém Aloe vera para consumo oral sem prévia avaliação de segurança e autorização de uso pela Anvisa. A medida também aponta outras irregularidades: rotulagem com informações obrigatórias do produto em língua estrangeira e divulgação de alegações de saúde e terapêuticas não autorizadas”,
A Anvisa afirmou que o produto não pode ser fabricado, distribuído, comercializado, divulgado nem utilizado. A redação entrou em contato com a Biodis Industrial Ltda. e aguarda retorno sobre as medidas adotadas pela empresa.
As determinações publicadas no Diário Oficial incluem proibição de fabricação e comercialização, além de recolhimento de todos os lotes apontados nas resoluções. Consumidores e pontos de venda envolvidos deverão observar as ordens até novo posicionamento das autoridades sanitárias competentes.
As ações da agência visam assegurar que produtos comercializados como suplementos ou itens para consumo atendam às exigências de notificação, rotulagem e comprovação de estabilidade ao longo do prazo de validade, bem como que não sejam veiculadas alegações de saúde sem autorização.
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